Uma passeata será realizada no próximo dia 23 em prol da melhoria do acostamento e implantação de ciclovias nas rodovias que ligam o centro de Jaguaruna aos balneários Arroio Corrente e Camacho.
Lysiê Santos
Jaguaruna
A paixonada por esportes e adepta à vida saudável, a comerciante de Jaguaruna Valdirene Souza Guarezi, com frequência percorre o trajeto do centro da cidade até o balneário Arroio Corrente. Ela é uma das dezenas de ciclistas que compartilham o trânsito com os veículos nas SCs-441 e 100, trecho da BR-101 que liga o centro da Cidade às praias do Arroio Corrente e Camacho, respectivamente.
Essas rodovias ou possuem acostamentos em situação precária ou não têm o espaço e muito menos ciclovias, o que traz preocupação e medo aos ciclistas. “É um trecho bem perigoso. Muitos moradores de Jaguaruna utilizam o trecho de bicicleta e um já sofreu acidente. O local precisa urgente de um acostamento”, pede Valdirene.
Preocupados com a segurança de quem transita na rodovia estadual, moradores do município e região organizam uma passeata. A mobilização ocorre no próximo dia 23, a partir das 14h. A concentração será no pátio do Corpo de Bombeiros Voluntários de Jaguaruna. De acordo com uma das organizadoras, os participantes percorrerão um trajeto de 22 quilômetros no bairro Encruzo até a praia, em frente ao Restaurante Maré Alta, com acompanhamento da Polícia Militar. Diversos grupos de ciclistas como o ‘Audaciosos da Jaguaruna’ e ‘Risco Zero Adventure’, de Gravatal, participarão da ação.
O diretor do jornal Folha Regional, Jorge Pereira, também apoia a causa. Ele e a esposa, Vanderleia Pereira, praticam ciclismo frequentemente, e observam a falta de segurança no local. “É uma causa justa. O trecho é propício para a prática do esporte, e muitos pedestres também transitam no local para se deslocar ao trabalho. Todos têm o direito de ir e vir com segurança”, alerta Jorge, e ainda ressalta que a falta de acostamento prejudica o cicloturismo. “Muitos ciclistas que percorrem a região deixam de conhecer nossas praias em função da falta de segurança”, garante. De acordo com o Deinfra, ainda não existe um projeto e serão necessários estudos e mobilização de recursos para a execução das obras no trecho.
