Jailson Vieira
Tubarão
Os brasileiros deverão, a partir de hoje, pagar um pouco mais caro pela gasolina. Na terça-feira, a direção da Petrobras anunciou um novo reajuste para os combustíveis, 1,4% no preço da gasolina nas refinarias e alta de 1% no do diesel. A nova política de revisão de preços foi divulgada pela petroleira no dia 30 de junho.
A medida faz parte da política de preços da empresa, que reajusta os valores quase diariamente com o objetivo de acompanhar as cotações internacionais. O repasse ou não para o consumidor final depende dos postos, que sempre aumentam.
O técnico administrativo Lucas Martins, de 25 anos, de Tubarão, reclama que a situação está cada vez mais complicada para manter o automóvel. “Utilizo o carro geralmente quando vou para o trabalho. Não há condições de comprarmos alimentos, pagar contas de energia elétrica, água e impostos e os combustíveis aumentando toda a semana, praticamente. É um absurdo”, desabafa.
Conforme o jovem, o que piora a situação é o sentimento de imponência que sente em relação a esses aumentos. “Não tem para quem reclamar. Até fazemos isso, mas para as pessoas ‘erradas’, que assim como eu questiona o motivo dos aumentos. Pouco mais de dois anos a população reclamava dos preços e não sabia que o que estava por vir era uma verdadeira catástrofe”, lamenta.
Em vez de esperar um mês para ajustar os valores, a direção da Petrobras agora avalia todas as condições do mercado para se adaptar, o que pode ocorrer diariamente. Além da concorrência, na decisão de revisão de preços pesam as informações sobre o câmbio e as cotações internacionais.
Em Tubarão e região, a gasolina, por exemplo, está na faixa de R$ 3,98 a 4,19. Nos últimos meses, alguns postos passaram a reforçar promoções que diferenciam preços conforme o meio de pagamento, em dinheiro os descontos chegam a 5%.

