Tubarão
No ano passado, foram registrados 700 atendimentos de maus tratos a crianças e adolescentes pelos cinco profissionais que atuam no Conselho Tutelar de Tubarão. Foram mais de mil encaminhamentos solicitados. São muitos casos para poucos pessoas para resolver, e os casos mais graves são priorizados.
Este ano, três casos são atendidos por hora. “Se continuar assim, os números no fim do ano ultrapassarão os de 2009. Sempre há dois profissionais disponíveis para atender o público no conselho”, explica a conselheira América Alves de Brito.
Um dos casos que mais chamou a atenção este ano foi registrado há poucas semanas, como o Notisul publicou com exclusividade na edição de ontem. Um bebê de apenas três meses foi espancado pelos pais, usuários de crack. Em consequência, ficou cego e poderá ficar paraplégico.
A maioria dos casos de agressão é registrada contra crianças até 12 anos. “Mas dezenas de casos envolvendo adolescentes em escolas também são atendidos pela equipe”, informa América.
Um programa para atendimento nas escolas é estudado pelos cinco integrantes do Conselho Tutelar em parceria com o promotor de justiça da criança e do adolescente, Osvaldo Cioffi Junior. “O ideal seria termos uma escola especializada para atender os adolescentes que estejam em situação de risco e que sofrem algum tipo de agressão. Se conseguirmos os profissionais que possam atendê-los nas escolas, já irá desafogar a demanda no Conselho Tutelar na Casa da Cidadania”, esclarece América.

