Capivari de Baixo
Os pontos de venda de gás de cozinha nos últimos dias têm amanhecido com fila. Com a paralisação dos caminhoneiros, ao longo de dez dias, o abastecimento foi comprometido. As revendedoras de botijões de gás de 13 quilos, por exemplo, ainda não conseguiram normalizar a situação e enfrentam a falta do produto.
Consumidores da região estão em busca de botijões desde a última semana. Em alguns lugares, os clientes chegaram aos ‘postos’ ao amanhecer. Em Capivari de Baixo, no estabelecimento ‘Nete Gás’, na última sexta-feira chegaram 100 botijões por volta das 8h30 e às 9h todas as unidades já tinham sido vendidas. “Entre sexta e hoje (ontem) foram 200 unidades, mas a procura tem sido intensa. Até o fim do dia desta segunda já não há mais botijão. Com a greve finalizada, acredito que até o fim da semana tudo volte à normalidade”, calcula Nete.
Quem conseguiu garantir uma unidade não reclamou da situação de esperar em fila. O aposentado José Alves, 68 anos aguardou por quase duas horas e conseguiu comprar o seu gás. “Não tive problemas em esperar, e é justo em um primeiro momento limitar um botijão por família. Se comprarmos apenas o necessário nesse período difícil, todos poderão ter acesso a este bem”, orienta o aposentado.
Em algumas revendas, os pátios permanecem vazios ou apenas com unidades vazias do produto. E apesar do desabastecimento, não houve alterações nos preços praticados pelos empresários da cidade termelétrica, variando de R$ 65 a R$ 75. Após o término da paralisação, na última quarta, o primeiro carregamento do produto chegou entre quinta-feira e sexta-feira à região.

