O coração de Pedro de Alcântara Francisco Antônio João Carlos Xavier de Paula Miguel Rafael Joaquim José Gonzaga Pascoal Cipriano Serafim de Bragança e Bourbon, ou simplesmente, D. Pedro I (1798-1834), já se encontra em solo brasileiro. Emprestado pelo governo português para ser exposto durante a comemoração dos 200 anos da Independência do Brasil, o órgão do primeiro imperador brasileiro foi trazido de Portugal a bordo de um jato executivo da Força Aérea Brasileira (FAB).
A relíquia ficará em Brasília até o dia 8 de setembro, quando será devolvida à Irmandade de Nossa Senhora da Lapa, em cuja igreja, na cidade portuguesa do Porto, está guardada há quase 200 anos. “É de grande significado que o país receba o coração do seu libertador”, declarou o ministro das relações exteriores, Carlos França. “Será um elemento catalisador muito relevante para as celebrações do bicentenário da Independência do Brasil”, acrescentou o chanceler. A relíquia ficará exposta, com visitação pública, no Palácio do Itamaraty, de 25 de agosto a 5 de setembro.

Em respeito à memória de Pedro I, o coração do antigo monarca é tratado com as mesmas honras de Estado dispensadas a chefes de outras nações em visita ao país. Nesta terça-feira (23), o órgão será levado ao Palácio do Planalto, onde está prevista uma cerimônia com a presença do presidente Jair Bolsonaro. No Itamaraty, o órgão de cerca de nove quilos será exposto no interior de uma cápsula de vidro, guardada em uma sala climatizada especialmente preparada para a ocasião e sob a vigilância da Polícia Federal (PF). No dia 7 de setembro, data da independência do Brasil, o coração estará em um evento, ao lado de outros chefes de Estado convidados.
Dom Pedro I morreu em decorrência de tuberculose, em 1834, aos 35 anos. Historiadores afirmam que ele pediu que o coração ficasse na cidade do Porto, onde passou dois anos enquanto travava uma guerra contra o irmão Miguel. O coração está conservado em formol há 187 anos. É a primeira vez que o coração de Dom Pedro I deixa Portugal. Foram cinco meses de negociação e de avaliação por peritos portugueses para saber se o órgão tinha condições de ser transportado até o Brasil. Esta é a segunda vez que os restos mortais de Dom Pedro I são apresentados nas comemorações da Independência do Brasil.
Em 1972, durante a ditadura militar, parte da ossada do imperador foi exposta em várias cidades brasileiras. Dom Pedro I foi o primeiro chefe político do Brasil e responsável por declarar a independência do Brasil. Os restos mortais dele estão sepultados na cripta imperial, no Parque da Independência, em São Paulo. Já o coração é mantido na capela-mor da igreja de Nossa Senhora da Lapa, na cidade do Porto, em Portugal, conforme o último desejo do monarca antes do seu falecimento.
Fonte: Agência Brasil
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