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Covardia: Bebê é espancado pelos pais

Rafael Andrade
Tubarão

Um fato indignante chamou a atenção de membros do Conselho Tutelar, do juizado da infância e da Polícia Civil de Tubarão. Um menino de apenas três meses foi espancado várias vezes pelos próprios pais. As sessões de agressão à criança ocorriam desde o seu nascimento.

Os jovens agressores são usuários de crack e estão em liberdade, mas podem ser presos a qualquer momento. Os atos de covardia ocorreram entre o início do mês de janeiro e o fim de fevereiro deste ano. Na maioria das vezes, a criança era afogada no vaso sanitário, levava tapas e era jogada ao chão.

Por consequência, o bebê ficou internado por mais de um mês na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Nossa Senhora da Conceição (HNSC). As agressões também deixaram sequelas: o menino, hoje com cinco meses, ficou cego em decorrência de um trauma no cérebro, e perdeu os movimentos nas pernas, quem sabe para sempre. Ele não corre risco de morte.

Além de ser investigado por agressão, os pais da criança pode também responder por tentativa de homicídio, com agravante de a vítima ser um bebê, sem chances de defesa. O inquérito policial sobre o caso é coordenado pela delegada Vivian Garcia Selig, da Delegacia da Criança, do Adolescente e de Proteção à Mulher e ao Idoso.
“Ainda preciso ouvir alguns médicos e enfermeiros, além de parentes dos agressores”, resume Vivian. Um laudo feito pelos médicos legistas do Instituto Geral de Perícias (IGP) de Tubarão já apontou lesões gravíssimas à criança.

Criança foi retirada da cidade

A primeira atitude do juizado responsável pelo caso do bebê espancado pelos pais em Tubarão foi tentar encontrar um parente para ficar com a criança até que todas as investigações sobre o crime sejam concluídas. O menino, hoje com cinco meses, foi levado provisoriamente a um parente próximo, que mora em outra cidade. “Não podemos deixar com que os pais aproximem-se da criança novamente. É preciso garantir a sua segurança e retirá-lo de qualquer tipo e risco”, explica o psicólogo e coordenador do Conselho Tutelar de Tubarão, Gustavo Lima.

O órgão soube da agressão ao bebê após ser acionado pela diretoria do Hospital Nossa Senhora da Conceição (HNSC), para onde a criança foi levada com grave ferimentos. “Começamos a investigar e comunicamos o juizado da vara da família, infância e juventude da cidade. Imediatamente foi feito um levantamento de onde o bebê poderia ser encaminhado após deixar o hospital”, detalha Gustavo.

As denúncias na região podem ser feitas por meio dos telefones 3626-4998 ou 100. São os números do Conselho Tutelar de Tubarão e da Central do Conselho Tutelar Nacional, respectivamente. Todas as denúncias de maus tratos à criança e ao adolescente são investigadas. Em Tubarão, cinco conselheiros, entre psicólogos e assistentes sociais, atuam no órgão.

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