Wagner da Silva
Braço do Norte
A CPI da Ponte será arquivada. A decisão foi tomada pelos vereadores de oposição. O relatório havia sido entregue na última sessão da semana passada, pelo relator Cléber Manoel da Silva (PP).
Os vereadores Lauro Beckhauser, Nivaldo Irineu Ricken (ambos do PMDB), Salésio Meurer (PSDB) e Antonio Bittencourt de Souza (DEM) analisaram a documentação. Salésio justifica o voto favorável ao arquivamento no fato de considerar a aprovação da prestação de contas do processo, pelo do Tribunal de Contas, prova suficiente para não haver denúncia ao Ministério Público.
“No contraponto do relatório, com base em documentos, verificamos que não havia matéria suficiente para a denúncia. Fazem isso por perseguição política, pois os documentos mostram que seria mais um processo na justiça”, afirma o tucano.
Ao contrário da oposição, o relator da CPI diz ter provas suficientes para acionar o MP e está decepcionado. “Meu trabalho foi concluído, esperava a investigação do MP, que iria apontar os verdadeiros culpados. Eles (vereadores) pregam a moralidade e transparência, mas, na hora de fiscalizar os atos, são parciais e contra o interesse da população.
O vereador tucano Laércio José Michels Junior não votou por ter membros da família citado no relatório. “O regimento interno não permite o voto”, esclarece. Apesar de arquivamento, o vereador Cléber estuda a possibilidade de oferecer a denúncia, como cidadão comum, ao MP.

