Rafael Andrade
Tubarão
Maldito, epidêmico, sem volta, cruel… Estas são algumas palavras que definem o crack. E a definição vem dos próprios usuários, e também de quem convive com eles. Tubarão, apesar de não ser um grande centro urbano, não foge desta realidade. Com tantas ‘bocas’ espalhadas pela cidade e pelo baixo preço da droga – em média, R$ 5,00 uma pedra -, até as crianças não estão escapes a esta ‘maldição’.
Um pequeno tubaronense, de apenas 9 anos, faz parte desta triste estatística e está à procura de ajuda. O menino está completamente dependente das tragadas da ‘pedra’, desde os 8 anos. Há dois meses, os professores e diretores da escola onde ele estuda perceberam a mudança em seu comportamento.
“Ele tem muita disparidade de comportamento. Ora está sonolento e chega a dormir em sala de aula, porque passa as noites em claro, provavelmente fumando. E ora está muito elétrico e tem comportamento agressivo”, relata uma professora.
O Conselho Tutelar foi comunicado e o vício foi confirmado. De imediato, o garoto foi levado ao Centro de Referência Especializado de Assistência Social da prefeitura de Tubarão. “Lá, ele é atendido por profissionais gabaritados, que podem ajudá-lo”, explica a conselheira de direito Maria Apolinário Schmitz Lardizabal.
O menino continua a frequentar a escola, mas os professores reclamam que o seu irmão, de apenas 8 anos, é influenciado pelo dependente. “Tememos que ele também caia neste mundo obscuro”, alerta a professora.
Recuperação
Um amplo trabalho social de recuperação é feito com o menino de 9 anos viciado em crack, assim como com a família. O seu pai está recluso no Presídio Regional de Tubarão e a mãe precisa cuidar de mais três filhos pequenos de 8, 7 e 2 anos.

