quarta-feira, 4 março , 2026

Crematório de animas completa um mês de operação no Sul do Estado

Além de Criciúma e Içara, os atendimentos são realizados aos clientes de Tubarão, Laguna, Braço do Norte, Araranguá e Orleans

Içara

Completa um mês de operações em Içara o Crematório Millenium Pet, que oferece o serviço de cremação de pequenos animais. “Começamos com cães e gatos, mas já recebemos pedidos para atender tartarugas, lagartos e até calopsitas”, revela o proprietário Paulo Reichle.

Fruto de um investimento de R$ 400 mil, o espaço fica no mesmo prédio do crematório que opera há dois anos às margens da SC-445, mas conta com dependências separadas, com forno próprio e sala de espera e para cerimônias independente.

“Fazemos uma média de três a quatro cremações por semana”, conta Reichle. O serviço é inédito no sul de Santa Catarina e oferece desde o recolhimento do animal em caixa apropriada até a destinação correta das cinzas. O custo inicial é de R$ 350, porém, pode variar conforme o peso do animal e a modalidade da cremação. “Existe a cremação coletiva, sem separação de cinzas, e a individual com a entrega das cinzas aos donos”, explica.

Há uma cerimônia especial elaborada para a despedida dos animais e uma sala, com janela voltada para o forno de cremação, onde as pessoas podem se reunir. “Além de Criciúma e Içara, já atendemos clientes de Araranguá, Braço do Norte, Tubarão, Orleans e Laguna”, conta.

O serviço era tão necessário que, conforme o empresário houve casos de ofertas de donos de animais para cremação no forno de humanos. “Não podemos fazer isso, mas algumas pessoas se ofereceram a pagar o custo de uma cremação de humanos para não jogar o animal em qualquer lugar”, relata.

Destinação adequada

O crematório de animais em operação lança, também, o debate sobre a destinação adequada de bichos de estimação mortos. “O Centro de Controle de Zoonoses orienta a enterrar no fundo do pátio, mas a legislação ambiental proíbe e define que é até passível de detenção”, destaca Reichle. O empresário salienta a prática atual de clínicas veterinárias é cobrar para depositar os animais mortos no aterro sanitário.

“Vamos oferecer os serviços aos aviários também, onde 3% a 5% das aves morrem no processo. A intenção seria coletar e cremar adequadamente”, conclui. O empresário fará uma série de visitas a prefeituras e centros de zoonoses da região para oferecer o serviço para ocasiões em que são necessários abate e descarte de animais.

Fonte: Engeplus

 

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