Tubarão
Os números do desemprego crescem em progressão geométrica a cada nova pesquisa divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De recorde em recorde, o sétimo seguido na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad Contínua), mais 593 mil brasileiros engrossaram o contingente de desocupados no país no terceiro trimestre deste ano, elevando o total a 8,6 milhões de pessoas sem trabalho.
Em Tubarão, esta realidade é constatada por meio do Sistema Nacional de Empregos (Sine). Conforme o supervisor do órgão, Mario César de Carvalho, em agosto na Cidade Azul foram demitidos 143 trabalhadores. “Parece um número baixo, mas o primeiro semestre apresenta um índice negativo em 621 e nos últimos 13 meses somam 1.361 desempregados. Há sete anos que não eram registrados números tão significativos”, destaca.
A crise econômica reflete em todos os estados e nos municípios o consumidor tem muita cautela ao comprar e se não se compra, não se vende e assim não se produz. “Tubarão não sente tanto porque não temos indústrias de grande porte. Os setores de serviço e comércio são os mais prejudicados. Isso que a construção civil deu uma segurada nos números”, salienta o supervisor. “O Sine sempre tinha disponíveis entre 250 e 300 vagas. Desde janeiro, a média são dez vagas, e às vezes nem isso. E a perspectiva é piorar a cada mês”, lamenta.
Taxa de desemprego no país
A taxa de desemprego cresceu 8,6% no período de abril a junho. Na comparação com o mesmo período de 2014, o crescimento no número de desocupados foi de 26,6%, atingindo 1,8 milhão de trabalhadores.
Para se ter uma ideia do drama social que está por trás destes números, é como se toda a população economicamente ativa de São Paulo, a maior cidade brasileira, que tem 12 milhões de habitantes, estivesse nesse momento procurando emprego.

