IMAGEM PMC Divulgação Notisul
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Há 146 anos, um grupo de cerca de 150 imigrantes europeus, reunidos em 22 famílias, percorreu mais de 30 quilômetros em meio à mata fechada, carregando poucos pertences e seus filhos nos braços, até se estabelecer às margens de um rio que seguia em direção ao sul. A chegada, em 6 de janeiro de 1880, marcou o início da comunidade que daria origem ao município de Criciúma.
Em homenagem a esses desbravadores, o Governo de Criciúma promoveu, nesta terça-feira (6), uma programação especial para celebrar os 146 anos de colonização do município, reunindo fé, cultura e tradição para valorizar o legado histórico das famílias pioneiras.
Missa solene marca o início das comemorações
A programação começou às 8h, com a tradicional missa solene na Catedral São José, no Centro da cidade. A celebração contou com bênçãos aos descendentes dos colonizadores, aos gestores municipais e à comunidade criciumense.
Durante a cerimônia, o prefeito Vagner Espindola destacou a importância de manter viva a memória histórica do município.
“Mesmo após as celebrações do Centenário de Emancipação, é fundamental preservar a memória dos colonizadores que, com trabalho, coragem e perseverança, construíram Criciúma desde os seus primeiros passos. Honrar essa história é também assumir o compromisso de cuidar do futuro da nossa cidade”, afirmou.
O vice-prefeito Salésio Lima também ressaltou o simbolismo da data. “Essa homenagem valoriza a história dos povos que deram origem a Criciúma e reforça o respeito às nossas raízes, transmitindo esse legado às futuras gerações”, completou.
Bolo de 146 quilos simboliza união e partilha
Após a missa, autoridades municipais, lideranças comunitárias e familiares participaram do tradicional corte do bolo comemorativo, com aproximadamente 146 quilos, representando simbolicamente cada ano de colonização do município.
As fatias foram distribuídas ao público presente, em um gesto de partilha, união e perseverança, remetendo aos desafios enfrentados pelos primeiros colonizadores nos anos iniciais da formação da cidade.
A presidente da Fundação Cultural de Criciúma, Cristiane Maccari Uliana Zappelini, destacou o significado da data.
“O dia 6 de janeiro é um marco da nossa história, pois reforça a identidade cultural de Criciúma e valoriza as raízes que moldaram o município ao longo de mais de um século”, afirmou.
Cultura e etnias em destaque
O público também acompanhou apresentações culturais do Terno de Reis da Próspera, que realizou uma apresentação folclórica após a missa. Em seguida, grupos de dança representando as etnias colonizadoras se apresentaram, em ações organizadas pela Associação Cultural Vidas Esperança, por meio do Projeto Sete Origens.
O projeto desenvolve, em Criciúma, um trabalho de transformação social por meio da cultura e da arte, atendendo mais de 150 crianças e adolescentes da rede municipal de ensino no contraturno escolar, com aulas de danças folclóricas.
Participaram das apresentações as Escolas Municipais de Educação Básica (EMEBs) Caetano Ronchi, Jorge da Cunha Carneiro e Giácomo Zanetti, representando, respectivamente, as etnias alemã, espanhola e negra. O espetáculo de cores, música e tradição emocionou o público e reforçou a diversidade cultural que marca a história do município.
“O Projeto Sete Origens cumpre um papel fundamental ao valorizar a história das etnias colonizadoras de Criciúma e contribuir para a formação cultural e cidadã das crianças e adolescentes. Por isso, é tão simbólica a participação deles nas celebrações dos 146 anos de colonização”, concluiu Cristiane.

