Tatiana Stock
Tubarão
As preocupações com o ecossistema tornaram-se comuns entre os cidadãos. O registro de crimes ambientais também. Ainda assim, por falta de informação e medo, muitos delitos deixam de ser identificados e criminosos permanecem impunes.
Por receio, muitas pessoas deixam de denunciar, mas as autoridades garantem que o sigilo é mantido e os dados são necessários para futuras averiguações. “É importante que o cidadão ajude e denuncie. Todas as informações que recebemos são averiguadas”, atesta o comandante do Pelotão de Polícia Ambiental em Laguna, major Jefer Francisco Fernandes.
A PM Ambiental é responsável pela fiscalização de todos os municípios da Amurel e ainda Lauro Müller e Orleans. O trabalho é feito por 33 policiais. Somente no ano passado, por exemplo, 1.241 denúncias foram atendidas por eles. Entre os crimes mais comuns, estão a captura do pássaro silvestre trinca ferro, a caça de animais silvestres e o não cumprimento do defeso do camarão.
O major Jefer destaca que o Vale do Braço do Norte é a região com maior número de denúncias relacionadas ao desmatamento. Já em relação à pesca irregular, as cidades com maior índice são: Imbituba, Jaguaruna, Laguna e Garopaba. “Temos problemas com as embarcações industriais que vêm à costa e com os pescadores artesanais que utilizam redes com malhas erradas, além de exercerem as atividades de arrasto em período proibido”, cita o comandante.

