Letícia Matos
Tubarão
O fechamento do Prontoatendimento 24 horas (PA 24h), em Capivari de Baixo, e a falta de uma Unidade de Prontoatendimento 24 horas (UPA 24h), em Tubarão, complicam a situação do setor de emergênca do Hospital Nossa Senhora da Conceição (HNSC). O fato de as pessoas não procurarem os postos de saúde ainda é o maior problema. Preferem a emergência do hospital. Muitos reclamam, com razão, da demora no atendimento nos postos, da falta de exames, de especialistas, de medicamentos. Tubarão tem 32 postos, mas não supre a demanda.
De um lado os gestores da prefeitura de Tubarão afirmam que reivindicam junto ao governo do estado a realização de um novo convênio que permita a conclusão da UPA, equipá-la e colocá-la em funcionamento. Do outro, o governo do estado, por meio da Agência de Desenvolvimento Regional (ADR), aguarda a prefeitura romper o atual contrato com a empresa que executa a obra para, que assim, um novo convênio possa ser realizado. “Se a prefeitura não vai rescindir o contrato não há como conveniar. Por mais boa vontade que se tenha, é preciso o rompimento, sendo assim o governo não tem o que fazer, é uma questão legal”, explica o secretário da ADR em Tubarão, Caio Tokarski.
No meio desta ‘queda de braço’, a alta demanda da emergência do HNSC. Conforme o coordenador do setor, Nixon Batista, só em janeiro, por exemplo, foram 5.481 atendimentos, só 500 realmente eram de urgência e emergência, 86% não.

