A pluralidade é algo inerente à raça humana. O que é um povo senão uma massa unida por laços de cultura semelhantes, porém, não idênticos. Assim formam-se as nações. Pessoalmente, creio que vivemos num mundo de faz-de-conta, imerso num caldeirão de desigualdades, alimentado pelo fogo do preconceito. Poucos são os que ousam “pensar” o tema, pois tornamo-nos cada vez mais individualizados. O fato é que entre o nosso hoje e o amanhã há um mata-burro chamado ignorância e um cabresto denominado egoísmo.
A democracia (“demo+kratos”) é um regime de governo em que o poder de tomar importantes decisões políticas está com os cidadãos (povo), direta ou indiretamente, por meio de representantes eleitos – forma mais usual. As Democracias podem ser divididas em diferentes tipos: democracia direta (algumas vezes chamada “democracia pura”), onde o povo expressa a sua vontade por voto direto em cada assunto particular, e a democracia representativa (algumas vezes, chamada “democracia indireta”), onde o povo expressa sua vontade através da eleição de representantes que tomam decisões em nome daqueles que os elegeram. Outros itens importantes na democracia incluem exatamente quem é “o povo”, isto é, quem terá direito ao voto e como proteger os direitos de minorias contra a “tirania da maioria”.
No mundo atual, há uma inércia e uma acomodação generalizada. O “eu” sobrepuja o “nós”. Interesses pessoais estão à frente dos coletivos. As pessoas estão cansadas, exauridas. A democracia está de cabeça para baixo.
Num breve comparativo, aqueles que já tiveram oportunidade de viajar para outros países puderam perceber-se, muitas vezes, como estranhos no ninho. Fato este que me recorda um filme de sucesso recente, Matrix. No filme em questão, pessoas são acordadas de um sono profundo e despertam para uma nova realidade. Seu modo de ver a vida é transformado totalmente, dando lugar a um novo paradigma. Invariavelmente, pessoas que passaram por grandes provações em suas vidas têm o caráter potencialmente transformado. Passam a enxergar o mundo sob um novo prisma. Não por acaso, a Bíblia nos remete à seguinte frase: “vinde a mim como as criancinhas”.
Isso se justifica pelo fato de que as crianças ainda não tiveram seus sonhos cauterizados e suas esperanças perdidas. Elas sempre estão abertas ao que é novo.
Em resumo, acredito que a humanidade precisa de um derramamento de amor, e uma dose dupla de indignação. Estamos fartos de teoria. Precisamos de pessoas que tenham nos seus currículos, cara, coragem e honradez. É chegada a hora de uma nova revolução: a epopeia do amor precisa emergir, sob o som da indignação. Mas quem há de se indignar? Onde está o proletário? Onde estão os formadores de opinião? Será que estão todos calados, anestesiados, adormecidos?
Encerro mais este desabafo com a célebre frase de um pensador: “Amo a minha loucura que me vacina contra a estupidez. Amo o amor que me imuniza contra a infelicidade, que prolifera infectando almas e atrofiando corações”.