Início Geral Deputados pedem anulação de aditivo da Alesc que contrata 30 novos terceirizados

Deputados pedem anulação de aditivo da Alesc que contrata 30 novos terceirizados

Em aditivo contratual publicado no Diário Oficial de Santa Catarina na  terça-feira (12), a Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) decidiu contratar mais 30 funcionários terceirizados ao custo R$ 303 mil por mês. As informações são do Jornal ND Online 

Com as novas contratações a Alesc desembolsará R$ 2,7 milhões por mês ou R$ 32,7 milhões ao ano somente com os 273 funcionários terceirizados dos 1.645 trabalhadores da Casa. A autorização para o aditivo do contrato partiu do presidente Aldo Schneider (MDB), mas outros deputados que compõem a mesa diretora da Alesc pedem a anulação da medida.

Os deputados Silvio Dreveck (PP), vice-presidente da Alesc, Mário Marcondes (MDB), segundo vice-presidente, e Maurício Eskudlark (PR), 4º secretário, conversaram com a presidência e solicitaram a anulação do aditivo. Eles ficaram sabendo das novas contratações pela imprensa e pelo Diário Oficial. Como se trata de uma questão administrativa e não legislativa, o presidente tem autonomia para decidir sobre o tema sem passar pela mesa, mas os três deputados contestam a aprovação de uma medida que impacte diretamente nos gastos da Casa sem discussão.

“Todos achamos que deveria ser mais compartilhada essa questão administrativa. A nossa posição hoje é de pedir a anulação. Vamos esperar para ver se o deputado Aldo vai anular por conta própria, senão faremos o pedido formalmente na próxima terça-feira”, disse Eskudlark. 

Para Marcondes, não há ilegalidade no processo, mas defende que há um princípio de imoralidade. “Temos que diminuir e não aumentar o número de terceirizados. Se está faltando funcionários, temos que fazer concurso público”, afirmou.

O ND Online tentou ouvir Schneider, mas a assessoria informou que ele só se manifestaria por meio de nota. O procurador da Casa, Paulo Henrique Farias Jùnior, foi indicado para conceder entrevista, mas cancelou por compromissos pessoais. 

Em nota, a Alesc informou que a contratação se deu “dentro da legalidade e com o objetivo de suprir demandas de pessoal trazidas por conta de processos de aposentadoria e a extinção de cargos. A contratação terceirizada tem por característica a temporalidade, ou seja, os contratos podem ser desfeitos a qualquer momento – não acarretarem despesa permanente”. 

Mais terceirizados sete meses após contrato

A Alesc tem 1.645 funcionários, dos quais somente 379 são efetivos. Em 4 outubro de 2017, a assembleia havia firmado com a Ondrepsb Limpeza e Serviços Especiais Ltda. o contrato para a efetivação de 243 funcionários terceirizados ao custo de R$ 2,4 milhões mensais (ou R$ 29,1 milhões anuais). Apenas sete meses depois, em 28 de maio, a Alesc decidiu contratar mais 30 terceirizados fazendo um aditivo no contrato ao valor de R$ 309 mil mensais, acréscimo de 12,52% sobre o valor global do contrato.

Cada um dos 30 novos cargos terceirizados custa entre R$ 6.265,36 e R$ 12.361,79. De acordo com a assessoria da Casa, este não é o valor do salário dos profissionais, mas o montante pago à empresa. “Os valores atribuídos a cada posto de trabalho incluem as despesas com os encargos sociais e a margem de lucro da empresa contratante”, diz a nota da Alesc.

O cargo com mais terceirizados é o de “pessoal administrativo”. Somados os três níveis da função, são 181 terceirizados que, juntos, custam R$ 1,8 milhão mensal ou R$ 22 milhões anuais à Alesc.

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