Investigadores britânicos afirmaram nesta quarta-feira que é “provável” que os dois assentos encontrados na costa francesa sejam do avião desaparecido que levava o jogador de futebol Emiliano Sala para Cardiff. “A partir de um exame preliminar, concluímos que é provável que sejam os assentos da aeronave desaparecida”, afirmou a Agência de Investigação de Acidentes Aéreos (AAIB) do Reino Unido, órgão de investigação de acidentes aéreos da Grã-Bretanha.
Segundo a AAIB, a autoridade francesa de investigação localizou, ainda na segunda-feira, os dois assentos. Primeiro, foi encontrada parte de um deles. O objeto estava em uma praia perto de Surtainville, na península de Cotentin. O segundo foi encontrado um pouco mais tarde, mas na mesma área.
A partir dos objetos localizados e das informações sobre trajetória do voo e da última posição de radar conhecida, a agência britânica encomendou uma pesquisa submarina com uma embarcação especializada. A nova busca deve começar no final de semana e durar até três dias. Um equipamento de sonar será utilizado para tentar localizar destroços – caso sejam encontrados, um veículo operado remotamente será usado para retirá-los do fundo do mar.
Além disso, a AAIB diz que está ciente da realização de uma pesquisa operada privadamente, conduzida na mesma área. “Estamos nos aproximando dos envolvidos para maximizar a chance de localizar qualquer destroço e garantir uma operação de busca segura”, acrescentou.
Pelo Twitter, David Mearns, que lidera as buscas privadas e atua como porta-voz da família de Emiliano Sala, falou sobre os trabalhos que estão sendo realizados. “A busca de fundos privados para o avião que transporta Emiliano será conduzida, em nome da família Sala, em estreita coordenação com o esforço de busca da AAIB. As duas embarcações trabalharão junto para procurar a área designada de forma tão segura, completa e eficiente quanto possível”, escreveu.
Há oito dias, a aeronave que levava o atacante de Nantes, na França, rumo a Cardiff, capital do País de Gales, desapareceu cerca de 20 quilômetros ao norte da ilha inglesa de Guernesey. Dois dias depois, a Polícia de Guernesey encerrou as buscas, indicando que as “possibilidades de sobrevivência neste momento são extremamente ínfimas”.
