Tubarão
Hoje é o Dia do Professor. A data é para celebrar aqueles que ensinam, alfabetizam e lutam muito por um país melhor. Visto por muitos como um momento para comemorar, dar presentes aos seus queridos mestres e trocar boas palavras, o dia também é importante para pensarmos sobre a educação. Os docentes são sujeitos que encaram os baixos salários, a falta de reconhecimento e prestígio, unidades de ensino precárias, a falta de incentivo e o excesso de burocracia para recriarem a sua profissão. No entanto, esses problemas não impedem que muitos educadores possam ir às ruas, entrem nas salas de aula e inventem cotidianamente o significado de construir o conhecimento.
O interesse em dar aulas de Keila Alberton, 39 anos, começou ainda no ensino médio. Ela, que é docente na área de Direito Civil, Processo Civil e de estágio no Núcleo de Práticas Jurídicas (NPJ) pela Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul), é professora há 15 anos, destes lecionou por 4 anos no Mato Grosso e é muito querida pelos alunos do curso de Direito. “Queria fazer história, mas acabei escolhendo Direito porque tinha bastante história. E ser professora é uma forma permanente de estudar e aprender” , afirma.
Entre as maravilhas da docência, Keila destaca o contato com os alunos e a oportunidade de conhecer pessoas diferentes. Entre os discentes, ela pontua que a maioria não é apenas de ‘estudantes’, mas de pessoas que trabalham (e muito) para bancar os estudos. “Gosto quando tenho alunos ‘fora do padrão’, por exemplo, os aposentados que procuram uma segunda graduação. Também é gratificante ser nome de turma, ser homenageada em várias”, pontua.
Entre as decepções, a docente relata a falta de perspectiva de alguns jovens. “Muitas vezes, os alunos chegam perdidos, sem saber porque escolheram determinado curso. Alguns se formam e só depois descobrem que não era aquilo que queriam para vida. Isso é ruim. No caso do direito, por exemplo, passam cinco anos estudando porque os pais disseram que era bom. Depois se forçam a ficar numa profissão que odeiam”, lamenta.
Sobre a sua metodologia de trabalho, Keila afirma que utiliza o foco na prática,no mercado de trabalho e ‘contação’ de ‘causos’, para melhorar a fixação. Palavras como ‘no Sul da França’, ‘oremos’ e ‘só Jesus’ são mencionadas pela docente bem humorada.

