Tubarão
Neste sábado, celebra-se o Dia Mundial da Prematuridade, também conhecido como o Dia Internacional da Sensibilização para a Prematuridade, criado em 2009. Atualmente, a data é celebrada em mais de 50 países, com o intuito de se pensar no prematuro e em estratégias para reduzir a taxa de prematuridade.
“A taxa de prematuridade em nosso país assusta e é o dobro dos países da Europa. Segundo dados do Ministério da Saúde, o nascimento de bebês prematuros no Brasil corresponde a 12% do total. No país nascem 931 prematuros por dia, o equivalente a 40 por hora. A grande preocupação é o fato de que a prematuridade está associada a uma série de complicações que podem colocar a vida e a saúde do recém-nascido em risco. Estes bebês estão sujeitos a problemas respiratórios, cardíacos, intestinais, neurológicos e imunológicos que podem trazer prejuízos à saúde de curto e longo prazo”, destaca a pediatra do Hospital Nossa Senhora da Conceição (HNSC), em Tubarão, Aline Zilli Hadrich.
Na próxima segunda-feira, o HNSC terá ações com temas, como ‘A importância da enfermagem no cuidado ao bebê prematuro’; ‘Quando a vida começa diferente’; ‘Prematuridade: ajudando a sensibilizar para esta causa’ e; por fim, ‘Compartilhando experiências prematuros – Pais dos bebês prematuros’. Segundo dados do ministério da saúde, os bebês prematuros respondem por mais de 60% da mortalidade infantil. A data foi escolhida porque após a morte de trigêmeos prematuros de um dos fundadores da EFCNI (European Foundation for the Care of Preterm Infants), em 2006, ele tornou-se pai de uma filha nascida em 17 de novembro de 2008.
Conforme dados da Organização das Nações Unidas (ONU), no Brasil, 12% do total de nascimentos ocorrem antes de 37 semanas de gestação (Uma gravidez completa dura entre 37 e 42 semanas). “Na UTI Neo e Pediátrica do HNSC, de janeiro até o último dia 1º, tivemos 366 nascimentos de bebês prematuros, uma média de 92,1% de sobrevida e 7,9% de óbito. Devido à prematuridade, alguns cuidados são adotados para garantir a sobrevida destes recém-nascidos. Na Admissão na UTI Neonatal, realizamos o Protocolo de Manuseio Mínimo, que é um conjunto de condutas padronizadas, realizadas pela equipe multiprofissional, em especial nas 72 horas de vida, visando garantir o cuidado neuroprotetor e o menor número de manipulações possível no recém-nascido prematuro extremo, internado na UTI Neonatal”, explica a enfermeira coordenadora da UTI Neonatal, Ana Paula Macial.
Ela destaca que o Protocolo de Manuseio Mínimo é indicado para bebês com idade gestacional de igual ou maior que 32 semanas ou peso igual ou maior que 1.250 quilo. O intuito é reduzir o estresse e dor do bebê, manter a temperatura corporal adequada e buscar a redução de hemorragias intracranianas

