Ministério Público reforça a importância da defesa dos animais e do meio ambiente contra o abandono, maus-tratos e exploração
Lysiê Santos
TUBARÃO
Conhecidos como ‘melhor amigo do homem’, companheiros, eles também são ‘fofinhos’ e estão dentro dos lares sob a proteção da família. Cães, gatos, pássaros, e outras espécies passam a fazer parte do vínculo afetuoso na vida de muita gente. Hoje é celebrado o Dia Mundial dos Animais e da Natureza, e o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) atua na defesa reforçando a importância de lutar pelos direitos da fauna, evitando o abandono, os maus-tratos e a exploração.
Para auxiliar no combate e no planejamento de estratégias de defesa, além da atuação dos promotores de justiça em cada comarca, o MPSC ampliou suas ações em 2011 com a criação do Grupo Especial de Defesa dos Animais (Gedda). A equipe subsidia a definição de estratégias de atuação e complementa, quando necessário, a prestação de apoio técnico e jurídico aos promotores, objetivando a defesa dos direitos dos animais em Santa Catarina.
Em geral, todos os atos praticados pelos seres humanos contra a natureza podem ocasionar grande desastre para diversas espécies. Ações com jogar lixo no chão e induzir queimadas alteram o habitat de muitos seres vivos e podem implicar na sua sobrevivência. Nos casos de animais silvestres, os riscos da caça e do comércio ilegal influenciam para a extinção de espécies. Para reduzir esses danos, desde 1978, a Unesco aprovou a Declaração dos Direitos Animais e em seu artigo primeiro define que “todos os animais nascem iguais diante da vida e têm o mesmo direito à existência”.
A declaração foi criada com o ideal de que faz parte da educação humana compreender e respeitar os animais, e tem como objetivo evitar que os homens cometam crimes contra a natureza, criando um clima de coexistência.
Apaixonados por animais e dedicados aos cuidados dos pets
Mesmo com os direitos à vida assegurados por lei, os animais são vítimas constantes de abandono e maus-tratos. No entanto, há sempre aquelas pessoas do bem que lutam para resgatá-los das ruas. O advogado de Laguna Breno Chiefler, de 24 anos, desde a infância é apaixonado por animais. Ele cuida de cinco cachorros, quatro resgatados das ruas e um que ganhou quando era criança e continua até hoje. Já são 15 anos de companheirismo. O amor pelos animais o levou a fazer trabalhos voluntários, e hoje preside a Associação Animais Nossos Irmãos, que auxilia o Sítio Runah – Sítio Dona Isabel, na Cidade Juliana, onde são abrigados 85 animais. “A minha tia era conhecida em Laguna por cuidar dos animais de rua, pegava todos que via elevava pra casa e cuidava. Depois que ela faleceu, busquei ajudá-los da forma que eu podia, doando ração pra ONGs, colocando uma vasilha na frente de casa, pagando uma ou outra castração, e assim venho até hoje”, conta.
A assistente de vendas Luciana Lúcio Vargas, 36, mora no bairro Monte Castelo, em Tubarão, e também é apaixonada pelos bichinhos. Ela resgatou nove cães das ruas e há cerca de dois anos auxilia na organização do grupo Protetores dos Animais de Tubarão. Junto com amigos, esforça-se para proteger os pets e ajudá-los com alimentação e muito carinho. “Não tem como fechar os olhos para o sofrimento deles que nos trazem tanta felicidade. Nós, protetores, recebemos críticas pelo empenho que fazermos para protegê-los, mas é tudo por amor”, destaca.
