Brasília (DF)
O dólar continua em queda, mas a atuação agressiva do Banco Central, com leilões, ajudou a limitar a desvalorização da moeda em relação ao real.
Ontem, foi o sexto dia seguido de baixa. A moeda foi vendida a R$ 1,538. Na mínima do dia, o dólar chegou a ter queda de cerca de 1%, a R$ 1,5284.
Embora agrade aos consumidores e turistas brasileiros, que podem gastar mais nas compras em viagens para o exterior com o dólar barato, a acentuada desvalorização da moeda americana em relação ao real prejudica os exportadores, que passam a ganhar menos nas vendas para outros países.
O ministro da fazenda, Guido Mantega, manifestou a preocupação com a situação da economia mundial, principalmente com o impasse em torno da dívida norte-americana.
Mantega disse pelos próximos anos, os países desenvolvidos deverão continuar com as baixas taxas de crescimento. “A estagnação atrapalha os emergentes, mas não a ponto de impedir o crescimento”, ressaltou.
Ele advertiu que a crise financeira não terminou: apenas mudou a área de abrangência, deixou o setor privado e passou para o setor público, com impacto na dívida dos países.
Mantega ressaltou que não permitirá que a guerra cambial atrapalhe o país.
“O resultado primário bastante satisfatório”
O ministro da fazenda, Guido Mantega destacou, ontem, que o Brasil é um dos países mais bem preparados para enfrentar a crise mundial. O país, de acordo com Mantega, tem fundamentos econômicos sólidos e um forte mercado interno. Isto não ocorreria em outros países, principalmente nos considerados desenvolvidos.
Segundo o ministro, a economia brasileira já superou o período pós-crise e caminha para o fortalecimento fiscal. “Já são 12 anos que o Brasil tem um resultado primário bastante satisfatório, reduzindo o déficit nominal”, ressalta Mantega.

