Karen Novochadlo
Tubarão
"É greve?", perguntou a secretária executiva do Sindicato dos Trabalhadores na Área da Educação da Rede Municipal de Tubarão (Sintermut), Laura Isabel Guimarães Oppa, aos professores. Em resposta, ouviu um sonoro: "É". Ontem, ocorreu a última assembleia da categoria para avaliar a proposta da prefeitura.
A partir de hoje, 80% dos professores da rede municipal de ensino de Tubarão não comparecerão em suas respectivas escolas. O cálculo é do Sintermut. Pela manhã, um grupo de professores terá uma reunião com os vereadores. O encontro foi marcado ontem, após a assembleia.
Também ontem, um grupo do Sintermut reuniu-se com o secretário de educação da prefeitura, Felipe Felisbino. O município não reformulou a proposta apresentada na semana passada: pagar o vencimento inicial de R$ 1.187,97, mas com a redução do valor da regência para 15%.
Novas manifestações e aumento salarial para próximo ano
Ontem, o governador Raimundo Colombo (DEM) pediu que os professores, paralisados há 14 dias, voltassem às salas de aulas. Ele afirmou ainda que não tem como pagar o piso integral (R$ 1.187,97), já que aumentaria as despesas com a folha da educação em R$ 109 milhões por mês.
Amanhã, Colombo deve reunir-se com o ministro da educação, Fernando Haddad, para discutir a questão da greve. Para o próximo ano, uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) prevê um reajuste de 22% no piso nacional da categoria.
Enquanto, isso a greve dos professores estaduais continua firme e forte. Ontem, em Tubarão, foi realizado um abaixoassinado. A intenção do Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinte) é mostrar que a população importa-se com a educação. Hoje, os professores farão um varal com os diplomas. O ato público será realizado em frente da Casa da Cidade.
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