Tatiana Stock
Tubarão
Pais, alunos e professores da escola de ensino fundamental Fábio Silva foram às ruas na tarde de ontem protestar. Com faixas e cartazes, pediam pelo término das obras de reforma e ampliação do prédio escolar e o retorno das atividades nas instalações.
Desde 2007, em virtude das obras, professores e alunos são obrigados a se locomover até a escola João 23, no bairro Passagem, do outro lado da cidade. Fora isso, todos os projetos extra-turno realizados foram cancelados por falta de espaço. Com os trabalhos paralisados há cerca de um mês, mais de 100 alunos deixaram o colégio.
A mãe de Jaqueline, da 4ª série, Valdete Cardoso Tartari, preocupa-se com a filha ultrapassar a cidade todos os dias para estudar. “Somos daqui, quero minha filha perto de casa”, justifica Valdete. “Com a troca de escola, os alunos perderam todas as atividades extras do projeto Ambial, realizado no outro turno, voltado a aulas alternativas e recreativas”, queixa-se a professora de 5ª a 8ª série Luzimary Stange.
A supervisora da escola, Veraci Figueiredo Paes, explica que cerca de 100 crianças deixaram a instituição. “Creio que a maior dificuldade seja a distância que se formou entre escola e família. É acompanhar a aprendizagem como está”, explica.
Resposta
O secretário de desenvolvimento regional em Tubarão, Jairo Cascaes, esclareceu o porquê da paralisação das obras. “Como foi iniciada em fevereiro de 2008, algumas necessidades foram percebidas durante a execução da obra e, em virtude disso, foram suspensas para o pedido de aditivo do valor”, informou Jairo.
Segundo o secretário, já foi liberada a verba para o término dos serviços. “Na próxima semana, serão retomados os trabalhos. A inauguração está prevista para o fim do ano. Entendemos o transtorno, mas garanto que a comunidade terá uma escola nova para o início do próximo ano letivo”, assegura Jairo.

