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Defesa Civil reforça chance de El Niño com chegada em junho e aumento de eventos extremos no 2º semestre

Foto: Roberto Zacarias/Secom/Divulgação

A Defesa Civil de Santa Catarina informou que o fenôeno climático El Niño deve se estabelecer a partir de junho no estado e permanecer ativo pelo menos até o verão de 2026/2027. A previsão aumenta a possibilidade de chuva acima da média e de eventos extremos, como inundações, alagamentos e deslizamentos ao longo do segundo semestre.

As informações foram divulgadas na quinta-feira (14) com base em projeções do Centro de Previsões Climáticas da NOAA, órgão ligado à Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos.

O El Niño é caracterizado pelo aquecimento das águas do Oceano Pacífico Equatorial em pelo menos 0,5°C. O fenôeno ocorre em intervalos de dois a sete anos e influencia diretamente os padrões climáticos em diferentes regiões do planeta.

Fenômeno deve ganhar força na primavera

Segundo a Defesa Civil catarinense, o rápido aquecimento das águas do Pacífico Equatorial observado nos últimos meses antecipou a tendência de formação do fenôeno.

As projeções apontam que:

  • entre o fim do outono e o inverno, o El Niño deve atuar com intensidade fraca a moderada;
  • na primavera, o fenôeno pode atingir intensidade forte a muito forte.

A primavera já é considerada um período naturalmente chuvoso em Santa Catarina. Com a influência do El Niño, cresce o risco de temporais, chuva intensa e transtornos associados a eventos climáticos extremos.

Entre os impactos previstos estão:

  • aumento das chuvas no inverno;
  • temperaturas acima da média;
  • maior frequência de ondas de calor no verão;
  • possibilidade de inundações, alagamentos e deslizamentos.

Defesa Civil orienta acompanhamento diário

A Defesa Civil destacou que os cenários climáticos passam por atualizações frequentes e recomendou que a população acompanhe diariamente os boletins meteorológicos e avisos oficiais.

O órgão também reforçou a importância de atenção especial em áreas historicamente afetadas por enxurradas, deslizamentos e alagamentos, principalmente durante a primavera e o verão.

As projeções seguem sendo monitoradas por meteorologistas nacionais e internacionais, que atualizam constantemente os dados sobre o comportamento do Oceano Pacífico e seus impactos no clima brasileiro.

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