Zahyra Mattar
Tubarão
No próximo ano letivo, a pequena Beatriz Demétrio Oliveira, de 4 anos, vai realizar seu maior sonho: ir para a escola. Ela já comprou até mochila, lápis de cor, caderno de desenho.
Moradora do bairro Recife, em Tubarão, Bia foi diagnostica com talassemia major aos oito meses. A doença é um tipo de anemia muito profunda e, no caso dela, somente pode ser curada com um transplante de medula.
Após três anos de meio de muita luta, Bia venceu! Ela e a mãe, Daniela Alves Demétrio, estão em São Paulo, onde a princesa fará, hoje, o último teste de compatibilidade.
"Encontramos dois prováveis doadores. Amanhã (hoje) será feita uma pulsão para verificar qual deles pode ser o doador. No caso de Bia, a compatibilidade precisa ser superior a 98%", suspira Daniela.
Se der tudo certo, ela já ficará internada no Hospital Amaral Carvalho, em Jaú, para fazer o transplante. Depois disso serão seis meses para saber se o procedimento deu certo.
"Nestes anos conheci muitas famílias com o mesmo problema, vi pais enterrarem seus filhos, vi crianças se curarem. A ansiedade é enorme, mas tenho certeza de que ela vai conseguir", lacrimeja Daniela.
Se o transplante der certo, Bia ainda precisará fazer acompanhamento durante cinco anos. Mas independente disso, ela estará liberadíssima para ter uma vida sem restrições.
E para Bia isso significa ir para a escola, tomar sorvete, ir na praia e conhecer o cinema, de preferência quando estiver passando um filme de princesas!
Bia ainda precisa de ajuda. Se puder, seja solidário!
A gatinha Beatriz Demétrio Oliveira e sua mãe, Daniela Alves Demétrio, estão em São Paulo desde ontem. A real possibilidade de a menina realizar o transplante de medula que salvará a sua vida, também traz preocupações de ordem financeira.
Não existe previsão de quando elas voltarão. Pode ser em semanas, meses. Por isso, mais uma vez, a família pede ajuda. "Sei que todos já estão cansados de tanto me ouvir pedir, mas não tenho renda e a situação é bastante difícil", lamenta Daniela.
As pessoas que puderem contribuir com qualquer quantia, podem depositar na conta corrente 139693-8, agência 0425, operação 013, da Caixa Econômica Federal, no nome de Daniela Alves Demétrio.
Mais informações podem ser obtidas por meio dos telefones 9122-6303 ou 9618-8781, com Daniela, e ainda através do número 9178-0463, com Marta, avó materna da Bia.
A saga da esperança!
Quem acompanha o Notisul já viu essa carinha de princesa sapeca algumas vezes! Beatriz Demétrio Oliveira fez quatro anos no dia 16 de abril. Ela foi diagnostica com talassemia major aos oito meses.
A doença é um tipo de anemia muito profunda e, no caso dela, a cura é possível, mas somente com um transplante de medula. Por ter a imunidade baixa, a vida da menina sempre foi cheia de restrições. A talassemia major atinge três órgãos vitais: baço, fígado e coração.
O baço da Bia parou de funcionar há mais de um ano. Todos na família fizeram o teste, mas ninguém é compatível. A partir daí, começou uma corrida contra o tempo para encontrar alguém que pudesse fazer o procedimento.
Ainda existem muitas outras crianças que precisam de você!
A saga de uma família que tem um filho, um pai, uma mãe, um avô, enfim, doente é sempre desesperadora. Quando a história da tubaronense Beatriz Demétrio Oliveira ficou conhecida, uma outra luz acendeu: a necessidade das pessoas sensibilizarem-se a tornarem-se doadoras de medula.
Para isso, basta boa vontade de ajudar o próximo. A coleta é simples e indolor, apenas são retirados 5ml de sangue e os dados guardados no banco brasileiro de doadores de medula. Em caso de compatibilidade com alguém, o Hemosc entra em contato para convidar à boa ação.
Os riscos para o doador de medula são poucos e relacionados a um procedimento que necessita de anestesia. Todos os testes são feitos antecipadamente e tudo é muito confiável. Não existe custo nenhum. Tudo é bancado pelo sistema público de saúde.
O procedimento é simples e a recuperação instantânea. Não é necessária internação. É retirada do doador a quantidade de medula óssea necessária (menos de 15%). Dentro de poucas semanas, o próprio organismo repõe o que foi removido.
Na região, quem puder e tiver disponibilidade em ajudar pode efetuar o teste no Hemosc em Criciúma ou na unidade de coleta em Tubarão. Na Cidade Azul, o local fica na rua Santos Dumontt, no centro da cidade (é a rua lateral da sede da Celesc). O telefone para sanar qualquer dúvida é o 3621-2405. A unidade funciona das 7h30min às 12h30min.
Atualize os seus dados
Para quem já fez doação de sangue para fazer parte do banco de medula do Brasil, fica a dica mais importante: entre em contato com qualquer unidade do Hemosc no estado para atualizar o seu cadastro. Em muitos os casos, o banco de dados aponta que doador compatível, mas o problema é encontrar as pessoas cadastradas. Lembre-se: você é a luz, a esperança, o anjo da vida de alguém nesta terra. Vocês somente não se conhecem ainda. Ajude. Faça parte desta rede do bem!

