sábado, 4 julho , 2026

Ela emagreceu 56 kg após perder a mãe: ‘Obesa, eu não chegaria aos 45 anos’

Após se casar, Kelly Andrade, 39 anos, descuidou da saúde e viu a balança subir dos 67 kg para os 127 kg. Preocupada com a saúde, a bancária decidiu mudar hábitos e emagrecer após sua mãe morrer aos 45 anos, devido a um problema cardíaco. A seguir, a brasiliense conta como conseguiu eliminar 56 kg: 

“Apesar de não ser uma criança obesa, desde pequena tive facilidade para ganhar peso. Quando me casei, em 2011, comecei a engordar, mas não dei bola e deixei a vida passar. Só me dei conta que não estava bem quando já estava com 117 kg (tenho 1,65 m de altura). Porém, devido ao dia a dia corrido e estressante, continuei deixando o cuidado comigo de lado e pouco tempo ganhei mais 10 kg. 

Como sou vaidosa, o que me mais incomodou foi não achar roupas nas lojas que costumava fazer compras, pois nada me servia. Passei a comprar pela internet e, ma maioria das vezes, não era eu quem escolhia o que iria vestir, e sim a roupa que cabia no meu corpo que ‘me escolhia’.

Minha preocupação com o excesso de peso aumentou quando perdi minha mãe por causa de problemas cardíacos, quando ela tinha apenas 45 anos. Sabia que se continuasse com hábitos ruins e obesa, não chegaria nem na idade dela. 

Decidi então ir ao médico e fazer uma cirurgia bariátrica. Como tomo anticoncepcional, o médico recomendou que eu parasse com a medicação e aguardasse um tempo para estar apta à cirurgia. Decidi não fazer isso, pois não queria correr risco de engravidar, e voltei a estaca zero. 

Só me animei novamente a perder peso em agosto de 2016. Em uma conversa com uma cliente, ela me sugeriu tentar um método voltado para o emagrecimento chamado 5S. O procedimento tem como base a reeducação alimentar, com orientação diária de nutricionistas, profissionais de educação física e outras especialidades.

Iniciei o processo e comecei a perder peso gradativamente, o que me empolgou e me deixou mais focada no tratamento. Mudei radicalmente minha relação com a comida. Antes, eu fazia no máximo duas refeições por dia e comia muito à noite. Adorava fast-food e não via problema em meu almoço ou jantar ser sempre um hambúrguer com batata frita e refrigerante. 

Hoje, sou outra pessoa em relação à comida. Aboli açúcar adicionado e refrigerante do cardápio, faço refeições mais regulares e melhores escolhas. Apesar de raramente cozinhar em casa e sempre almoçar fora, não me descuido e como as quantidades indicadas de cada tipo de macronutriente (carboidrato, gordura e proteína). Como preferir carnes magras, peixe e frango e comer muitos legumes e vegetais.

Não perdi 56 kg da noite para o dia. Foram três anos de construção e luta diária para mostrar esta nova Kelly, que se alimenta bem e aproveita a vida sem neuras.

Atualmente, levo uma alimentação mais regrada de segunda a sexta e, no final de semana, me permito tomar um vinho, uma cerveja e curtir a vida. Mas já fiquei bastante tempo sem consumir álcool. Durante o processo de reeducação alimentar, tomava água com limão enquanto meus amigos bebiam e me divertia igual. 

O que ainda não consegui incluir na rotina é uma atividade física. Já tentei fazer musculação, mas não gosto. Também experimentei crossfit e natação e não fui longe. Sei que movimentar o corpo é importante e ajuda a manter o foco, permanecer bem e chegar à meta de 67 kg, meu peso antigo. Mas, mesmo sem a prática regular de atividade física, eu me sinto uma pessoa muito mais saudável e confiante, e perder peso foi essencial para isso.

Voltei a ter uma autoestima elevada, me divorciei e estou namorando. Também tenho mais disposição e não sinto dores nas costas, algo que me incomodava bastante. Atualmente, consigo acordar cedo sem estar cansada.

Meus colegas de banco e clientes perguntam se eu tomei remédio ou fiz cirurgia para emagrecer. Quando digo que a transformação veio do foco na alimentação e da força de vontade, custam a acreditar. Mas eu acredito. Se antes eu sobrevivia, agora eu vivo.” 

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