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Considerando os resultados já totalizados da eleição de 2026, a Amurel sai das urnas com uma mensagem política forte, mas também com uma conta a ser discutida. A região votou muito nesta eleição, mas não conseguiu transformar toda essa votação em representação regional. Foram aproximadamente 240 mil eleitores nas urnas.
Pepê, o eleito
Para a Assembleia Legislativa, foram eleitos Pepê Collaço (PP) e Serginho Guimarães (União Brasil), que quer ser nosso representante uma vez que nasceu aqui, e cujos familiares são daqui. As portas deverão estar abertas para o deputado, que foi o terceiro mais votado nesta eleição na região.
Já para deputado federal, nenhum dos candidatos da Amurel conquistou cadeira na Câmara Federal, e os votos que receberam ficaram bem abaixo da média esperada.
Amurel depois das urnas
A eleição de 2026 deixou uma pergunta importante para a Amurel: a região tem força eleitoral, mas está conseguindo transformar essa força em representação política?
As urnas mostraram que existe um eleitorado regional com posições cada vez mais definidas. Na disputa presidencial, o eleitor da Amurel demonstrou forte preferência por candidaturas identificadas com a direita. Comportamento que também apareceu nas eleições para governador, senador, Câmara dos Deputados e Assembleia Legislativa.
O trabalho não para

Após conquistar quase o dobro de votos em relação a 2022 no último domingo, atingindo 57.470 votos, o deputado estadual reeleito Pepê Collaço (PL) já voltou ao trabalho na Assembleia Legislativa. No próximo mandato, pretende continuar a dar atenção a pautas como a redragagem do Rio Tubarão, o desassoreamento permanente da Barra do Camacho, em Jaguaruna, e melhorias na SC-370. A defesa das pessoas com transtorno do espectro autista também seguirá como uma de suas principais bandeiras.
Festa merecida

Na festa da vitória, Pepê Collaço (PL) era só alegria. Fez muitas fotos com as lideranças e os apoiadores presentes, e até cantou, recordando o tempo em que era vocalista de banda.
“Foi uma eleição maravilhosa. Vamos continuar trabalhando muito, levando recursos para os municípios”, afirmou o deputado reeleito.
Podemos dizer que…
Não basta cada município defender o seu candidato. Não basta cada prefeito trabalhar isoladamente. Não basta lançar nomes em praticamente todos os partidos e esperar que o eleitor faça, sozinho, uma escolha regional. É preciso criar líderes competitivos e entender que a Amurel tem voto, mas lhe falta o principal: ser competitiva. Apenas Pepê Collaço (PP) e Beto (PSD) mostraram que somos capazes de fazer muito mais.
O eleitor mudou
A eleição mostrou também que o eleitor está menos previsível. Prefeitos, partidos e lideranças já não conseguem simplesmente transferir votos. O eleitor está escolhendo candidatos por identificação política, confiança, ideologia, desempenho e capacidade de comunicação. Isso muda completamente o jogo a cada eleição.
Pós-eleição
Por isso, a discussão pós-eleição não deveria ser apenas sobre quem ganhou e quem perdeu. Deveria ser sobre qual será o preço político de uma região que possui muitos votos, mas ainda encontra dificuldades para transformar esses votos em uma bancada forte e coordenada. Isso leva tempo, paciência e mais resiliência.
A eleição terminou, e agora?
Agora começa outra disputa: a disputa por espaço, recursos, influência e protagonismo político. E a Amurel terá quatro anos para responder se aprendeu alguma coisa com as urnas de 2026. Porque, no final, não basta ter voto. É preciso ter estratégia e planejamento.
Frases para refletir
“O discurso de união regional aparece antes da eleição, mas desaparece quando chega a hora de tomar decisões concretas. E as urnas cobram essa falta de unidade. A urna pune.”
“Não se trata de defender voto obrigatório em candidato regional. O eleitor é livre e deve continuar sendo. A questão é outra: por que uma região com tamanho potencial eleitoral ainda não consegue construir uma estratégia regional capaz de eleger uma bancada mais forte? Esse é o ponto.”
“O eleitor não é propriedade política de ninguém. E isso deveria servir de alerta para as lideranças.”
“A Amurel precisa sair da política do improviso e começar a pensar como região.”
O debate é urgente
A Amurel precisa discutir, com antecedência, quais são suas prioridades, quais nomes têm condições reais de representar a região, quais projetos podem unir diferentes partidos e, principalmente, qual é o tamanho da responsabilidade dos nossos líderes políticos — e por que não empresarial? —, porque precisamos pensar além dos limites do nosso município.
Partidos estão derretendo
Na verdade, já se vão quatro eleições e os partidos tradicionais estão derretendo a cada pleito. O MDB foi o que mais perdeu em Santa Catarina e tem de fazer uma reavaliação de rumo urgente.
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Sorato pensou em Tubarão

O prefeito Sorato (PL), que não lançou candidato aqui na Amurel nesta eleição devido a um grande acordo político, preferiu perder uns dedos do que as mãos, apostando em candidatos tanto a federal quanto a estadual do seu partido na região sul.
A decisão do prefeito de não lançar candidato deu ao deputado Pepê Collaço (PL) a sua reeleição. O deputado já agradeceu publicamente a atitude do nobre edil. Entenda o caso: se o prefeito, líder do seu partido, lançasse um candidato na Amurel, com certeza não elegeríamos ninguém e o deputado Pepê talvez não se reelegeria. Com essa atitude, a reeleição de Pepê salvou a eleição na Amurel.
Abriu para ganhar
Em contrapartida, Tubarão abriu espaço para outros que foram eleitos e terão gratidão com a cidade, graças à força política do prefeito Sorato (PL). Foram eleitos a deputada federal Júlia Zanatta (PL), o deputado estadual Guilherme Colombo (PL), Ulisses Gabriel (PL) e também Pepê Collaço (PL). Muitas emendas prometidas já foram cumpridas, e muito mais virão nos próximos quatro anos. Era um risco que foi necessário correr. Venceu a prudência e a articulação.
As lideranças jovens

Durante as eleições, surgiram líderes comprometidos e leais aos seus partidos, como foi o atuante e articulista Murilo, atual secretário de planejamento, que ajudou e organizou a campanha da deputada Júlia Zanatta (PL) e do seu marido Guilherme Colombo (PL), obtendo uma ótima votação aqui em Tubarão. Outros líderes, direcionados pelo prefeito Sorato, também fizeram seu papel muito bem, elegendo Ulisses Gabriel (PL). Mas quem me mandou a foto foi o meu amigo Murilo. Show!
Penacho de braçadas

Se é por falta de lideranças fortes na Amurel, 2030 promete. Guilherme Penacho (PL) por pouco não foi candidato a deputado pelo PL nesta eleição. O recuo de Penacho foi um gesto de gratidão ao prefeito Sorato e ao governo Jorginho, seu amigo. Penacho foi campeão de votos em Armazém para o governador Jorginho nesta eleição, consolidando ainda mais sua liderança em toda a Amurel dentro do PL. 2030 é logo ali!
Beto Kuerten sai maior da eleição
Escrevi no começo desta coluna sobre a falta de lideranças na Amurel. Porém, surgiu uma figura para os próximos quatro anos. Refiro-me a Beto Kuerten (PSD) que, mesmo não se elegendo, marcou posição eleitoral e foi muito votado. Infelizmente a onda não passou pelo seu partido. Beto fez 25 mil votos e, em 2030, torna-se um líder com meio caminho andado para as próximas eleições. Beto Kuerten sai grande para conquistar o futuro em 2030.
Amurel: a fotografia das urnas
A região terminou a eleição com representação direta reduzida na Assembleia Legislativa e sem deputado federal eleito com domicílio eleitoral na Amurel.
Deputado estadual: Pepê Collaço (PP) foi reeleito com 57.470 votos em Santa Catarina, sendo 32.535 na Amurel.
Beto Kuerten Marcelino (PSD): Foi o segundo candidato da região mais votado para estadual, com 24.718 votos, mas ficou na suplência, tendo 21 mil votos na Amurel.
Professor Expedito Michels (Republicanos): O terceiro mais votado na Amurel nesta eleição, com 6.700 votos na região, totalizando mais de 7 mil votos no estado.
Delegado Ulisses Gabriel (PL): Outro candidato que se elegeu e teve forte votação na Amurel e em Tubarão, onde fez quase 5 mil votos (15 mil na Amurel). Ulisses afirmou que está junto com a Amurel e com Tubarão.
O mapa político das urnas de 2026 na região
Presidência
Flávio Bolsonaro: 161.172 votos (67,89%)
Lula: 57.800 votos (24,35%)
Augusto Cury: 6.955 votos (2,93%)
Renan Santos: 6.529 votos (2,75%)
Ronaldo Caiado: 3.835 votos (1,62%)
Flávio Bolsonaro ficou à frente de Lula por uma diferença de 103.372 votos na região.
Governador
Jorginho Mello: 72,23%
Gelson Merisio: 14,90%
João Rodrigues: 11,13%
O eleitorado da Amurel apresentou uma orientação majoritária semelhante nas duas disputas executivas.
Senado
Carol de Toni: 138.198 votos
Carlos Bolsonaro: 103.310 votos
Esperidião Amin: 85.195 votos
Décio Lima: 40.707 votos
Afrânio Boppré: 32.469 votos
Lunelli: 24.617 votos
A Amurel registrou 429.268 votos válidos para o Senado, lembrando que cada eleitor podia votar em dois candidatos.
Deputado Federal

Júlia Zanatta (PL): Foi a mais votada na soma dos 18 municípios da Amurel, com 51.089 votos, embora seja de fora da região, mas com forte vínculo com o prefeito Sorato e com a Amurel. Júlia foi a mais votada para deputada federal no estado, com 560 mil votos.
Em Tubarão (votação para federal): Júlia Zanatta (19.475), Carlos Moisés (5.110), Júlio Garcia (4.153), Giovana Mondardo (3.049) e Zé Milton (2.897).

