Tubarão
Quando o Dia Mundial de Combate à Violência Contra a Pessoa Idosa, lembrado hoje, foi instituído, tinha o objetivo principal sensibilizar a sociedade civil sobre as mais diversas formas de violência que as pessoas idosas sofrem em seus lares, nas instituições que deveriam abrigá-los e protegê-los ou nos espaços públicos.
Hoje, infelizmente, a realidade continua a mesma. Claro que houve evolução, mas em muitos lugares o idoso ainda é visto como um inválido, alguém com pouco a contribuir, um estorvo. Bem diferente do passado, quando o envelhecimento era valorizado pela sabedoria associada ao tempo de vida.
O aumento da população idosa no mundo cresce a cada ano, conforme dados da Organização Mundial de Saúde (OMS). A entidade teme que esse aumento agrave as situações de violência relacionadas, especialmente com a ruptura dos laços tradicionais familiares e com o enfraquecimento dos sistemas de proteção social.
Em Tubarão, a Unisul desenvolve uma série de projetos de interação a fim de aproximar idosos e jovens. O curso de medicina, por exemplo, faz visitas frequentes ao Abrigo dos Velhinhos com o intuito de buscar a socialização dos internos.
“Lá, os acadêmicos aprendem a valorização do ser humano e como podem resgatar a cidadania”, considera a coordenadora do curso, Maria Zélia Baldessar.
Segundo a assistente social do abrigo, Gislane de Medeiros, a contribuição financeira ajuda muito, mas é a visita, as brincadeiras, as conversas que mais fazem a diferença.
“Eles sentem-se mais acolhidos pela sociedade, inseridos nela novamente. O carinho e a atenção são fundamentais nessa fase da vida”, ensina Gislane.

