
Tubarão
Apesar de não estar ‘imune’ à crise, Santa Catarina tem sido vista com bons olhos por moradores de outros estados em busca de melhores oportunidades de trabalho e salários mais justos. A migração de nordestinos não é novidade, principalmente para São Paulo (SP), mas a procura pelo sul como destino tem aumentado consideravelmente nos últimos anos.
Com base no Censo do IBGE de 2010, aproximadamente 35% da população brasileira não reside no município onde nasceu e 14% mora em outro estado. Mayane Rodrigues da Costa, 19 anos, Taiane Rodrigues da Costa, 20, e Isaías Antônio, 24, fazem parte desta estatística. Os três saíram do Maranhão, escolheram Tubarão para morar e hoje trabalham no mesmo local, uma padaria/restaurante/lanchonete situada no Calçadão.
Mayane mudou-se da cidade de Lago da Pedra há um ano. O marido veio antes, também a partir de indicação de outros amigos maranhenses. Quando chegou, já tinha casa para morar, mas ficou cinco meses em busca de uma vaga de emprego. “A nossa família está toda lá. Quem sabe até possamos voltar no futuro, mas por enquanto queremos ficar por aqui”, conta ela, que ganhava R$ 150,00 por semana para trabalhar de segunda a segunda em uma pizzaria e hoje recebe um salário mínimo.
Irmã de Mayane, Taiane chegou há dois meses e no mesmo dia já estava empregada. No antigo trabalho, recebia R$ 300,00 para fazer um expediente das 7 horas às 17h30min em uma loja de roupas. “Além do melhor salário, aqui também tem muito mais opções de lazer”, avalia.
No caso de Isaías, que desembarcou em Tubarão na última segunda-feira, o emprego ainda é temporário, cobre férias de outro funcionário efetivo. Se logo depois desse período de 30 dias não conseguir outra vaga, pretende voltar para São Luís, onde moram os seus pais e os seis irmãos. “Lá é muito ruim de emprego, mas quero ser dono do meu próprio negócio. Tenho um terreno que pretendo construir quitinetes para alugar”, relata.