Lily Farias
Um dos princípios mais importantes do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) é o direito da convivência familiar e comunitária com dignidade. Mas todos sabem que a realidade não é bem assim.
Em Santa Catarina há 315 crianças à espera de um lar. Número que pode ser bem maior, porque segundo o Cadastro Nacional de adoção, esses dados são de crianças aptas a viverem em família, já que existe todo um processo de preparação.
Assim como as crianças se preparam para receber um novo lar, as famílias também precisam se adpatar para receber um novo membro. No Estado, contabilizadas no CNA estão 2.663 de famílias que aguardam ser chamadas.
Uma conta que não fecha por muitos fatores que vão além da procura do perfil da criança a ser adotada. É a família aceitar adotar irmãos, a burocracia, o preconceito…
“Esse padrão de antigamente que os casais queriam meninas brancas, loiras com até um ano de idade está se extiguindo devagar. As pessoas estão sendo mais empáticas e criando consciência de que não escolhemos como vamos ter nossos filhos, apenas teremos”, diz Noeli Toledo, uma das criadoras do grupo de apoio à adoção de Tubarão.
Noeli diz que essa mudança vem de um trabalho em conjunto de grupos de apoio à adoção e dos Fóruns de cada cidade, e o poder público e privado de Tubarão não deixam de lado um assunto tão importante
Nesta quarta-feira vai ter um bate-pape sobre adoção no Salão Nobre da Unisul. Profissionais e interessados sobre o assunto vão se reunir a partir das 19h15 e tratar de vários temas sobre o assunto.
Promovido pelos cursos de Psicologia e Direito da Unisul, em parceria com o Fórum de Tubarão, o evento é em alusão ao Dia Nacional da Adoção, comemorado no dia 25 de Maio e visa a trazer um debate e conscientização.
“Será uma mesa redonda para tirar dúvidas, falar sobre legislação, burocracia, dificuldades das famílias em adotar uma criança”, diz Noeli que participará do evento.
A mesa redonda também conta com a participação de Miriam Cavalcanti, doutora e juíza de Direito da Vara de Família da Comarca de Tubarão, Gracieli Borla Costa, assistente social forense e Leila P. Pereira da Silva, psicóloga forense.
O evento é gratuito e aberto ao público.

