Zahyra Mattar
Tubarão
Com o projeto de desassoreamento do Rio Tubarão em andamento, a corrida agora é contra o tempo. O motivo: o documento não fica pronto antes do fim de deste ano e no próximo tem eleição.
Se os recursos não forem assegurados agora, é bem possível que a execução do projeto fique somente para 2015. Pelo contrato, a empresa Prosul, vencedora da licitação, tem nove meses para entregar o documento.
Se este prazo for cumprido, o serviço não termina antes de janeiro de 2014. Mesmo que acabe em novembro ou dezembro deste ano, ainda é preciso licitar a obra. Para tentar diminuir o caminho, o deputado federal Edinho Bez (PMDB), reapresentou a emenda feita no ano passado.
“O valor é de R$ 30 milhões. Se todos os prazos forem cumpridos, o estado poderá acessar este recurso sem problema no próximo ano. O restante vamos batalhar para assinalar no orçamento geral da União de 2014, conforme já foi prometido”, atesta o deputado.
O valor exato da obra dependerá do projeto. Inicialmente, trabalha-se com a necessidade de um investimento de R$ 60 milhões a R$ 100 milhões.
Retificação feita após 1974 exige maior manutenção da calha
O estado investe, com recursos exclusivos, R$ 1.288.468,56 para a elaboração do projeto de desassoreamento do Rio Tubarão. A realização de uma nova dragagem é de extrema importância, já que o primeiro serviço foi realizado entre 1978 e 1982.
Na época, acreditava-se que o serviço asseguraria que se ocorressem episódios como o de 1974, a cidade não ficaria quase que por completa embaixo d’água.
Contudo, o trabalho feito retificou a calha do rio em todo o perímetro urbano, ou seja, não existem mais curvas (imagens abaixo e acima). Com o leito reto, a velocidade da água é muito maior, o que aumenta o risco de uma enchente tão grande e ainda mais devastadora.
No fim dos anos 1990 um pequeno trecho na região central da cidade recebeu um trabalho pontual de desassoreamento. Depois disso, nenhum tipo de manutenção voltou a ocorrer.
Um estudo feito pela Cidasc com apoio do Departamento Estadual de Infraestrutura (Deinfra), em 2009, apontava que a calha do rio estava 42% assoreada.
É estimada a necessidade de retirar 6,7 milhões de metros cúbicos de areia, entre a ponte Cavalcante (da BR-101, em Tubarão), e a foz, em Laguna, em um percurso de 29,7 mil metros. Esta quantidade de sedimento somente será confirmada após o término do projeto pela empresa Prosul.
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Em branco, o antigo traçado. Em preto a retificação, que deixou a calha do rio reta.

