Tubarão
Os gestores da empresa Coenco, que poderá seguir à frente das obras de macrodrenagem da margem esquerda de Tubarão, asseguraram ao gestor Olavio Falchetti (PT) de que cumprirá todas as exigências feitas pela prefeitura. A expectativa é que o serviço seja retomado em breve.
Olavio, que é engenheiro civil e conhecedor das normas técnicas para a elaboração de obras de drenagem, tomou a decisão inicial de rescindir o contrato, em janeiro, após analisar o processo e a situação da obra.
“Encontramos vários problemas, o primeiro deles era a forma de execução. A macrodrenagem deve ser feita da juzante para a montante, mas era feita ao contrário. Se desse uma chuva forte, a água não teria para onde ser drenada e arrebentaria a drenagem já feita”, aponta Olavio.
O contrário a que se refere é o fato de a obra ter começado da rua Simeão Esmeraldino de Menezes (em frente à rodoviária, que leva à Unisul) para a José Acácio Moreira (beira rio da universidade).
Outro problema foi que a microdrenagem não estava contemplada. “As aduelas são pré-moldadas e não podem ser furadas para a colocação de outras tubulações. Por isso, deve a microdrenagem deve ser feita paralelamente, para recolher a água para as caixas de passagem, estas sim com estrutura para serem furadas”, detalha o prefeito.
Diante disso, Olavio somente voltou atrás porque a empresa não só concordou com os apontamentos, como também assegurou a contratação de um engenheiro especializado em drenagem para supervisionar a obra.
Manobra evita atrasos
A realização de uma nova licitação para completar o trabalho da macrodrenagem da margem esquerda de Tubarão poderia gerar um risco que o município não pode se dar ao luxo de correr, especialmente porque envolve questões financeiras.
Isto porque existem prazos para serem cumpridos e mais atrasos poderiam culminar na perda dos recursos do convênio com o governo federal. Isto também pesou na decisão do prefeito Olavio Falchetti (PT) em não romper com a Coenco.
“Vamos fiscalizar constantemente o andamento dos trabalhos. Como engenheiro, também vou acompanhar de perto. Além de ser um serviço importante para evitar alagamentos, voltei atrás por respeito aos recursos públicos”, explica Olavio.

