Florianópolis
Um encontro para discutir sobre a Ferrovia Litorânea foi realizado ontem na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc). A questão indígena do Morro dos Cavalos e a passagem dos trilhos da ferrovia por áreas densamente povoadas foram os principais temas.
O diretor de infraestrutura urbana do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Mário Dirani, informou que um entendimento com a Funai foi estabelecido, prevalecendo a ideia original de menor impacto financeiro e ambiental, que é a construção de um túnel sob o Morro dos Cavalos. A medida exige que o projeto da obra englobe o estudo do componente indígena, uma exigência feita pela Funai, que pode ser feito este ano.
O vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc), Mário Cézar de Aguiar, criticou a demora na definição da Funai. “Temos que respeitar a questão, mas não podemos admitir tanto tempo para uma decisão. É preciso também respeitar a questão do desenvolvimento”, comentou.
A obra, que começou a ser planejada em 2001, ligará a ferrovia Tereza Cristina, em Imbituba, até Araquari, nas proximidades do porto de São Francisco do Sul, com uma extensão de 245 quilômetros. O custo estimado é de aproximadamente R$ 4 bilhões.

