A enchente histórica em Minas Gerais já deixou 21 mortos após dois dias de chuvas intensas na Zona da Mata. As cidades de Juiz de Fora e Ubá concentram os maiores impactos, com registros de deslizamentos, soterramentos e alagamentos generalizados.
O balanço foi divulgado pelas prefeituras na manhã desta terça-feira (24). Equipes de resgate seguem mobilizadas na busca por desaparecidos e no atendimento às famílias atingidas.

Juiz de Fora registra 15 mortes
Em Juiz de Fora, a prefeitura confirmou 15 mortes relacionadas às chuvas registradas desde segunda-feira (23). As ocorrências envolvem principalmente deslizamentos de terra e soterramentos em bairros como JK, Santa Rita e Vila Ideal.
Mais de 330 atendimentos foram contabilizados pela Defesa Civil. Cerca de 440 pessoas estão desabrigadas e foram encaminhadas para estruturas de acolhimento organizadas pelo município.
A cidade decretou luto oficial de três dias.
Ubá enfrenta enchente considerada histórica
Em Ubá, seis mortes foram confirmadas e duas pessoas permanecem desaparecidas. O município registrou cerca de 170 milímetros de chuva em aproximadamente três horas e meia.
O Rio Ubá chegou a atingir cerca de 8 metros, provocando a maior enchente recente no município, segundo a prefeitura. A cheia causou inundação de bairros inteiros, destruição de três pontes e danos estruturais em imóveis.
A cidade decretou calamidade pública para agilizar a liberação de recursos e apoio estadual e federal.
Serviços como abastecimento de água e transporte coletivo foram suspensos temporariamente. Equipes trabalham na limpeza das áreas atingidas e na assistência às famílias.
Situação segue em monitoramento
As prefeituras informaram que continuam monitorando as condições climáticas. A orientação é que moradores acompanhem apenas comunicados oficiais e evitem áreas de risco.
O número de vítimas pode ser atualizado ao longo do dia, conforme novas informações forem confirmadas pelas autoridades.

