A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou nesta sexta-feira (26) a permanência do acionamento da bandeira verde para o mês de setembro. Conforme comunicado da agência, essa sinalização reflete boas condições de geração de energia elétrica sem cobrança adicional nas contas de luz, mesmo considerando previsão de crescimento do consumo de energia no país. A bandeira será válida para todos os consumidores conectados ao Sistema Interligado Nacional.
Caso houvesse a instituição das outras bandeiras, a conta de luz refletiria o reajuste de até 64% das bandeiras tarifárias aprovado no fim de junho pela Aneel. Segundo a agência, os aumentos refletiram a inflação e o maior custo das usinas termelétricas neste ano, decorrente do encarecimento do petróleo e do gás natural nos últimos meses. Criado pela Aneel em 2015, o sistema de bandeiras tarifárias são acionadas conforme as condições de geração de energia do país.
Quanto menos favoráveis, mais cara fica a energia para consumidor, pois, é cobrada uma taxa extra na fatura de energia. Quando a conta de luz é calculada pela bandeira verde, significa que a conta não sofre qualquer acréscimo. Quando são aplicadas as bandeiras vermelha ou amarela, a conta sofre acréscimos, que variam de R$ 2,989 (bandeira amarela) a R$ 9,795 (bandeira vermelha patamar 2) a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. Quando a bandeira de escassez hídrica vigorou, de setembro de 2021 a 15 de abril deste ano, o consumidor pagava R$ 14,20 extras a cada 100 kWh.
Fonte: Agência Nacional de Energia Elétrica
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