Início Geral Ensaios da pátria: Escolas já se preparam para a Semana da Independência

Ensaios da pátria: Escolas já se preparam para a Semana da Independência

Foto: Rafael Andrade/Notisul
Foto: Rafael Andrade/Notisul

Rafael Andrade

Tubarão

Se é patriotismo que se fala, então não se pode falar outra coisa que não seja amor. Pelo menos foi o que se viu no ensaio da fanfarra da Escola Martinho Alves dos Santos, no bairro São Martinho, na noite de ontem, em Tubarão, quando cerca de 50 estudantes da instituição e dois maestros, acompanhados por uma tímida torcida de cerca de cinco espectadores mostraram. Enfrentando um frio de cerca de 10ºC, e um ventinho gélido que sopra dos pampas daquela ‘banda’, o grupo entoou clássicos das marchas alusivas ao Dia da Independência e foi, aos pouquinhos, esquentando os ritmos. Muito sincronizados e transpondo intensa disciplina para com os maestros, os alunos/músicos passaram o sentimento já quase perdido em muitos brasileirinhos, o de gosto por seu país, de entender a valorização da história e do valor que aquele 7 de setembro de 1822 foi e será para o Brasil.

Os ensaios do Cemas, como é conhecida a escola no São Martinho, uma das maiores da região – com aproximadamente mil alunos – prosseguem até a véspera do ansioso Dia da Independência. O grupo ainda irá tocar, antes de se apresentar no centro da Cidade  Azul, pelas ruas da comunidade, como faz todos os anos. E se fosse uma apuração de notas, a bateria tiraria 10, sem sombra de dúvidas, pois a dedicação é de cerca de dois meses para o grande ato, e em um período que as massas de ar polar cismam em trilhar nosso Estado.

A prefeitura de Tubarão, por meio da Fundação de Educação, que é a principal organizadora do já tradicional desfile cívico-militar na avenida Marcolino Martins Cabral, no Centro, deverá convocar, nas próximas semanas, uma reunião com as entidades interessadas em participação ao evento, como escolas das redes pública (municipal e estadual) e particular, Exército, polícias Militar, Civil, Guarda Municipal, Rede Feminina de Combate ao Câncer, Apae, escolinhas de futebol, grupos motorizados como o Jeep Club e Associação de Carros Antigos e, lógico, os cavalheiros e amazonas, que encantam o público montados em lindos cavalos – geralmente esta é a última ‘ala’ do 7 de Setembro, pois depois é obrigatória a entrada da equipe da limpeza.

História
A Independência do Brasil foi um processo que se estendeu de 1821 a 1825 e colocou em violenta oposição os reinos do Brasil e de Portugal, dentro do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves. As Cortes Gerais e Extraordinárias da Nação Portuguesa, instaladas em 1820, como uma consequência da Revolução Liberal do Porto, tomaram decisões, a partir de 1821, que tinham como objetivo reduzir novamente o Brasil ao seu antigo estatuto colonial.

Antecedendo o processo de independência, mas com fortes influências sobre o mesmo, ocorre a transferência da corte portuguesa para o Brasil. Em 1807, o exército francês invadiu o Reino de Portugal, que se recusava a se juntar ao bloqueio continental contra o Reino Unido. Incapaz de resistir ao ataque, a família real e o governo português fugiram para o Brasil, que era então a mais rica e desenvolvida das colônias lusitanas. A instalação do Tribunal de Justiça no Rio de Janeiro (primeira capital do país) traz uma série de transformações políticas, econômicas e sociais que levam à decisão do príncipe-regente D. João, consumada em 16 de dezembro de 1815, de elevar o Brasil à condição de reino, unido com sua ex-metrópole.

Porém, em 1820, uma revolução liberal eclodiu em Portugal e a família real foi forçada a retornar para Lisboa. Antes de sair, no entanto, D. João nomeia o seu filho mais velho, D. Pedro de Alcântara de Bragança, como príncipe-regente do Brasil (1821). Fiel ao seu pai, Bragança vê sua condição complicada pela vontade política das cortes portuguesas em repatriá-lo e de retornar o Brasil ao seu antigo estatuto colonial. Oficialmente, a data comemorada para independência do Brasil é a de 7 de setembro de 1822, em que ocorreu o chamado “Grito do Ipiranga”, às margens do riacho Ipiranga (atual cidade de São Paulo). Em 12 de outubro de 1822, o príncipe foi proclamado imperador pelo nome de Pedro I e o país leva o nome de Império do Brasil.

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