Tubarão
As entidades tubaronenses decidiram aderir ao movimento contra o atual momento político do Brasil e por isso as lojas fecharam mais cedo para que, assim, todos pudessem participar do ato. Por meio das redes sociais, os representantes da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), do Sindicato do Comércio Atacadista de Tubarão e Região (Sindilojas) e Associação Empresarial de Tubarão (Acit) convocaram a população para o protesto e mais de duas mil pessoas participaram do ato.
Conforme o presidente do Sindilojas, Harrison Marcon, a manifestação serve para mostrar a insatisfação com a política. “Tem muita coisa errada e corrupção. Afeta o comércio e não podemos fechar os braços. Precisamos mostrar nossa insatisfação com o que está acontecendo. Os comerciários também apoiam a causa porque sabem que isso afeta todos, não só o comerciante. É nosso momento e a gente precisa fechar as portas independente de partido. Quem é culpado precisa pagar. É preciso melhorar a situação do Brasil e voltar a crescer. A única forma que temos é protestando”, destaca.
O presidente da Acit, Murilo Ghisoni Bortoluzzi, não pode participar do ato na Cidade Azul, pois estava em um encontro da federação em Florianópolis. Por contato telefônico, ele destacou que a associação que representa a força econômica da classe empresarial, de modo apartidário, concorda com todo tipo de manifestação pacífica, que favoreça a democracia, combata a corrupção e a injustiça.
Representantes irão a Brasília
Conforme o presidente da CDL, Luciano Menezes, a iniciativa de fazer a manifestação surgiu no último dia 13, quando em uma reunião os lojistas optaram por fazer o ato e a Câmara, por sua vez, aceitou. Luciano revelou que o movimento irá além do ato de ontem. “Semana que vem iremos a Brasília levar o nosso descontentamento e a posição dos catarinenses. Somos um povo trabalhador, não usamos nariz de palhaço para aceitar tudo o que está acontecendo com o país”, afirmou o presidente.
OAB/SC recomenda impeachment de Dilma e Temer ao Conselho Federal
A Ordem dos Advogados do Brasil de Santa Catarina decidiu ontem, por maioria, recomendar ao Conselho Federal que a entidade apoie o impeachment da presidente da República, Dilma Rousseff, e de seu vice, Michel Temer. A posição da seccional catarinense será levada pelo presidente Paulo Brincas à OAB nacional, que estará reunida em caráter extraordinário a partir das 10 horas de hoje, em Brasília.
Protestos em Santa Catarina
As manifestações de ontem ocorreram de forma pacífica em todo o estado. A Polícia Militar não registrou ocorrências ou prisão. O governador Raimundo Colombo (PSD) acompanhou os protestos por meio de relatos do secretário de Segurança Pública, César Grubba, e esteve também na Central de Monitoramento da Polícia Militar, em Florianópolis. “É um movimento inédito na história do Brasil. Porque é forte e espontâneo, agregou pessoas em todo o país, e expressa a angústia da população com o sistema vigente. Não é partidário. É realmente uma rejeição ao modelo”, disse o governador. Mais de 90 mil pessoas saíram às ruas em Santa Catarina.
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