Antonio Nunes Bento
Radialista
É bem assim que todos nós caminhamos neste mundo de muitas iras, afagos, estragos e no mosaico da transformação. Apontar o dedo, esboçar reação negativa fazem parte de nossa descarga psicológica e social. Exemplos não faltam. No desastre ambiental na pequena e então prospera cidade de Mariana (MG), no decorrer do tempo surgiram aos montes comentários vindos de todos os lados, do Brasil e até do exterior, unanimemente com severas críticas à empresa mineradora. Sem a menor dúvida, a grande culpada pelas mortes e por destruição monumental da nossa sofrida mãe natureza.
E os fatos horrendos contra a humanidade não param por aí. Já faz muitos anos, décadas e séculos que os desajustes seguem acontecendo com a maior frieza e naturalidade, sob a óptica dos mais significantes módulos de aumentar sem observar a simetria do conhecido avanço da irrequieta sustentabilidade. Seja no minúsculo ou macro empreendimento, cada qual terá enorme grau de pigmento no sistema planetário, com benefícios momentâneos e marcas irreparáveis para todos e sempre.
Bem, podemos enumerar umas trocentas catástrofes provocadas ao longo do tempo. Algumas com degradação altamente nocivas ao meio ambiente. Outras, nem tanto, mas com intenso rastro de dizimação que até hoje e muito mais tempo levará para sua recomposição jamais original.
Peremptoriamente podemos dizer que estamos no fio da navalha, dados os desvarios do crescimento potencializado pela irracional ganância econômica do homem.
Mas quem são os verdadeiros culpados de tudo isso? As indústrias, a tecnologia, os empreendedores, os abonados? Sim, são eles, e todos nós somos partícipes do grande espetáculo que é manter o ritmo de nossa relevante sobrevivência. Para a maior parte das pessoas, atirar pedras aleatoriamente faz-nos engrandecer, vigorar continuamente em contrapartida daquilo que deixamos de realizar.
Os presidentes de vários países e grandes potências se reúnem anualmente para debater a questão de poluição no planeta. Este ano foi na Alemanha, e a surpresa partiu de quem todos esperavam, Donald Trump. Disse em tom claro e muito áspero que os EUA não iriam diminuir o ritmo da indústria, ou seja, da emissão de poluentes no ar. Discussão de um tema muitíssimo relevante, a ação para diminuição em período curto da emissão de gases poluentes na atmosfera, causador principal do aquecimento global. Este e todos os encontros podem servir de reflexão para a humanidade no tocante à busca de alternativa urgente para tentar salvar o que ainda nos resta de médio a ruim.
Neste jogo do ganha e perde em que todos estamos em campo, não há derrotados e vencidos, por enquanto! Com a arbitragem visivelmente parcial em prol de uma grande equipe que abocanha os louros descontroladamente, os perdedores, em breve, é que estarão nos imputando sem dó nem piedade. Na luta pela vida, com as mineradoras de lá e as de cá, as chaminés das gigantes fábricas e indústrias dos continentes, os aerossóis ínfimos ou com potencialidade, tudo é gerador de altíssimo efeito danoso no solo, na água e no ar (celula mãe), em detrimento dos que respiram, se alimentam e saciam a sede. Então? Continuamos entre a Cruz e a Espada!

