quarta-feira, 29 abril , 2026

Epidemia silenciosa

O  materialismo ateu, o hedonismo em todas as esquinas da vida, pouco a pouco mostram suas consequências. Há um aumento em nível mundial do suicídio, e pior, altamente precoce. O suicídio sempre ocorreu, em geral em virtude de problemas mentais, ou situação de conflitos não resolvidos, e em idade mais avançada. Dificilmente eram registrados em jovens abaixo de 25 anos. Hoje, adolescentes praticam este desatino. Na Europa, este fenômeno vira epidemia.

Qualquer tipo de morte é um sofrimento. Mas, quando ela é resultante de doença com evolução lenta há uma preparação familiar para o desenlace. Entretanto, quando o caso é um suicídio, além do inesperado, desperta dois sentimentos: da perplexidade e da culpa familiar: “Onde eu falhei?”. “Por que não fui mais atento?”. Há também raiva: “por que ele fez isso comigo”. São sensações de fracasso, levam muito tempo para recuperar o trauma familiar produzido.  

Em geral, os problemas mais comuns que levam a esta atitude dramática estão ligadas à depressão, famílias desfeitas, envolvimento com drogas, violência escolar, insegurança, pouca autoestima, dificuldades em lidar com as pressões impostas pela sociedade, discriminação social ou racial. 

As estatísticas sobre suicídios são simples. Apenas uma contagem numérica e suas tendências no tempo. O problema são as verdadeiras causas, em geral potencialmente conhecidas, mas nem sempre tratadas. Elas vão para o túmulo.

Segundo pesquisa publicada no jornal Francês Le Monde, em 1993 só 9% das meninas e 4% dos meninos na idade média de 17 anos disseram que já tentaram suicidar-se. Vinte anos depois, estes números deram um salto para 20,9% e 8,8%, respectivamente e ainda com a redução da idade média para 15 anos. Ou seja, uma em cada cinco meninas atentou contra a vida.

Com tanta tecnologia e confortos disponíveis, particularmente europeias é de se perguntar, o que ocorre com esta geração? É necessário esclarecer que estes números são obtidos em hospitais que atenderam casos onde muitos ainda salvaram-se.

Segundo artigo de Mônica Tarantino (Revista Isto É), o Brasil não foge desta epidemia. Houve um acréscimo de 30% do número de jovens entre 15 e 24 anos que se mataram nos últimos 20 anos. Tal incidência é a terceira principal causa de morte violenta em plena vida produtiva.  

Há um silêncio macabro sobre estes fatos; famílias encolhem-se sem dar espaço para debates. Há, ainda, um “nefasto glamour em torno do suicídio”. Existem sites sádicos que ensinam de como cometer um suicídio, glorificando a morte provocada por meio de músicas, clipes, filmes, de forma “artística”. 

A sociedade está menos solidária, o jovem não tem mais uma rede familiar de apoio, está desiludido em relação aos ideais que outras gerações tiveram; forte pressão social para ser feliz, todos têm que se sentir top, tem que vencer.

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