terça-feira, 3 março , 2026

Expansão da IA pelas grandes empresas de tecnologia cria escassez de créditos de carbono

A corrida de gigantes da tecnologia para compensar as emissões crescentes geradas pela infraestrutura de inteligência artificial vem provocando uma escassez sem precedentes de créditos de carbono durável no mercado global. Especialistas alertam que a demanda acelerada supera de longe a oferta disponível, ameaçando metas climáticas e pressionando preços de forma histórica.

Big Tech amplia demanda e eleva preços

Segundo fontes ouvidas durante a COP30, realizada em Belém, Microsoft e Google elevaram o valor dos créditos de remoção de carbono durável para patamares quase quatro vezes maiores que os créditos tradicionais de preservação florestal.
Desde 2019, as duas empresas já investiram US$ 10 bilhões em projetos capazes de capturar e armazenar CO₂ por longos períodos — com a maior parte das compras concentrada nos últimos dois anos.

Dados do rastreador CDR.fyi mostram que, só em 2025, compradores adquiriram 25 milhões de toneladas de remoção durável, um salto em relação aos 8 milhões de 2024. Porém, menos de 1 milhão de toneladas foram efetivamente emitidas, principalmente em projetos de biocarvão. A oferta, portanto, está muito longe de atender ao apetite do mercado.

O desejo por alta qualidade é real, e aparece nos números — afirmou Lukas May, diretor comercial do registro Isometric.

Infraestrutura de IA aumenta emissões

A escassez decorre diretamente da expansão acelerada de data centers movidos a IA, muitos ainda dependentes de combustíveis fósseis. O aumento das emissões acompanha o crescimento explosivo do setor.

A IA está impulsionando o lucro, e o lucro está impulsionando o investimento — disse Brennan Spellacy, CEO da Patch.

A plataforma, que conecta empresas a projetos de compensação, também relata descompasso entre pedidos e oferta: biocarvão representou um terço das requisições, mas menos de 20% das vendas; reflorestamento foi solicitado em 25% das vezes, mas só 12% se converteram em compras.

Empresas criam seu próprio fornecimento

Para tentar aliviar o gargalo, algumas companhias estão investindo no desenvolvimento de novos projetos. A Pure Data Centres Group anunciou um aporte de £24 milhões na maior instalação de biocarvão do Reino Unido, em Wiltshire, com capacidade projetada para remover 18.500 toneladas de CO₂ por ano a partir de dezembro.

A Microsoft afirma que contratos de longo prazo ajudam a desbloquear novos investimentos.
Ao ancorar projetos de grande escala, impulsionamos novo fornecimento enquanto deixamos espaço para outros compradores entrarem — disse a empresa.

Especialistas apontam que a escassez, apesar dos riscos, cria incentivos para inovação e expansão do mercado de remoção de carbono, ainda considerado emergente. A Alphabet não comentou.

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