Wagner da Silva
Braço do Norte
Sem uma solução concreta para o problema do esgoto a céu aberto, os moradores da rua Vilibaldo Gesser, no bairro União, em Braço do Norte, acionou a segunda promotoria de justiça do Ministério Público. A representação começa a ser analisada na próxima semana pela juíza Fernanda Broering Dutra. “Ela está em um congresso, mas logo na segunda-feira será informada sobre os fatos”, assegura o assessor da segunda promotoria, Eduardo Schroeder.
O primeiro passo será o envio de um pedido de informações, à prefeitura, sobre qual a solução prevista para o caso. O prazo à resposta é de 15 dias. Para a comissão de moradores, o MP é a última tentativa para resolver a questão, que se arrasta há mais de dez anos. “A intervenção da justiça é importante para, pelo menos, definir quem é o responsável por efetuar as melhorias necessárias”, considera o morador José Wilmar Padilha.
Ontem pela manhã, uma máquina da prefeitura foi até o local para desentupir a tubulação pluvial, por onde passa também o esgoto das mais de 70 casas da região. Mas o que deveria ser uma medida paliativa para amenizar a situação, transformou-se em um problema ainda maior.
O material retirado da vala foi colocado à margem da rua. Resultado: uma montanha de areia misturada com esgoto escorreu para o meio da estrada. Além disso, enquanto era feita a limpeza, um cano da rede de abastecimento de água foi rompido. Algumas casas ficaram sem o líquido por algumas horas, até que uma equipe da Casan fez um remendo.

