Silvana Lucas
Laguna
Depois de quatro anos, foi realizado ontem, no fórum de Laguna, o julgamento da companheira do policial militar José Maria Mendonça, o Zico, de 46 anos, morto em 2011.
Ela foi absolvida do crime. A sessão iniciou às 13 horas e terminou às 22 horas, em júri popular presidido pelo juiz Renato Müller Bratti.
Zico foi morto no dia 8 de janeiro daquele ano, com dois tiros na cabeça. O assassinato ocorreu em Pescaria Brava, em sua própria residência, no quilômetro 37. O crime ocorreu entre 16h30min e 19h30min.
O corpo do policial foi encontrado pelo cunhado, um dia depois do homicídio. Na época, uma sacola com duas armas, um revólver calibre 32, exatamente a arma de trabalho de Zico, e uma pistola ponto 40, um celular e uma base de telefone, foram encontrados por um pescador boiando na lagoa, atrás do Mercado Público, em Laguna.
Conforme o processo, depois de atirar, a pessoa teria revirado os cômodos da casa para induzir erro do juiz e do perito na ação criminal. No mesmo ano do assassinato, a mulher de Zico negou a participação e disse que não estava em casa no momento dos disparos. Imagens de estabelecimentos comerciais mostraram que a suspeita havia deixado o imóvel com a mesma sacola onde as armas foram encontradas no dia do crime.
A denúncia na época foi feita pelo Ministério Público (MP), que acusava a companheira do policial como autora do homicídio e decidiu pronunciá-la a júri popular, por crime passional.

