Zahyra Mattar
Tubarão
Em dezembro no ano passado, devido aos feriados prolongados do Natal e do Ano-Novo, o estoque de sangue em Santa Catarina teve uma redução superior a 30%. Agora a situação está ainda mais complicada e, assim, como no fim de 2009, a secretaria estadual de saúde já analisa novamente a possibilidade de remarcar as cirurgias eletivas (aquelas que não são urgentes) por conta da falta de hemocomponentes.
Ontem, até às 14h30min, o Hemosc de Criciúma, que regula as doações no sul do estado, não tinha uma única bolsa de plaquetas, por exemplo. Este é um dos componentes mais necessários em cirurgias de alta complexidade, como as cardíacas.
“Já vínhamos de um período de baixa nas doações. Com o verão e o Carnaval, a situação agravou-se. Precisamos de qualquer tipo de sangue, mas a preferência, no momento, é pelo A negativo e pelo O negativo”, pede a gerente técnica do Hemosc de Criciúma, Kerley Pereira da Silva.
Cada bolsa de sangue recolhida é fracionada em três hemocomponentes: hemáceas, plasma e plaquetas. Somente o Hospital Nossa Senhora da Conceição (HNSC), de Tubarão, por exemplo, utiliza pelo menos 200 bolsas de algum hemocomponente por mês.
Para atender a demanda na região sul, seria necessário que pelo menos 60 pessoas doassem sangue por dia. Atualmente, nem 10% disso comparece nas unidades coletoras. O Hemocentro de Criciúma atende a 27 hospitais e clínicas entre Imbituba a Passo de Torres.
Serviço
A unidade de coleta do Hemosc em Tubarão fica na rua Santos Dumontt. O local funciona das 7h30min às 12h30min, de segunda a sexta-feira. O telefone para contato é o 3621-2405.
