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Europa e Japão discutem ações para liberar Estreito de Ormuz após alta do petróleo

Foto: AP Photo / Altaf Qadri

Países da Europa e o Japão afirmaram nesta quinta-feira (19) que estão prontos para apoiar esforços internacionais para liberar o Estreito de Ormuz, após a escalada de tensões no Golfo Pérsico elevar o preço do petróleo. A região concentra cerca de 20% do fluxo mundial da commodity.

A declaração conjunta foi assinada por Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Holanda e Japão. Os governos indicaram disposição para atuar na garantia da segurança da navegação, mas não detalharam como essa participação ocorreria.

Crise no Estreito de Ormuz pressiona mercado global

A crise no Estreito de Ormuz ganhou força após ataques atribuídos ao Irã contra infraestruturas energéticas e embarcações na região. O país, que controla uma das extremidades da passagem, teria restringido o tráfego marítimo.

O bloqueio afeta diretamente o transporte de petróleo, impactando os preços internacionais e gerando preocupação entre países consumidores.

No comunicado, os governos destacaram que também pretendem adotar medidas para estabilizar o mercado de energia, incluindo diálogo com países produtores para aumento da oferta.

Divergência com os Estados Unidos

Apesar da sinalização de apoio, os países europeus haviam recusado anteriormente um pedido dos Estados Unidos para enviar navios militares à região.

A proposta previa escolta de embarcações comerciais no estreito, mas foi rejeitada por parte dos aliados. Autoridades europeias indicaram que não consideram o conflito uma responsabilidade direta.

O ministro da Defesa da Alemanha, Boris Pistorius, afirmou que a situação “não é a nossa guerra” e questionou a necessidade de envolvimento militar europeu.

Tensões diplomáticas aumentam

A relação entre os Estados Unidos e seus aliados europeus também ficou mais tensa. Nesta quinta-feira, o secretário de Defesa norte-americano criticou a postura dos países europeus, classificando-os como “ingratos”.

Mesmo assim, o novo posicionamento conjunto indica uma possível reaproximação, ao menos no campo diplomático e econômico, diante do impacto global da crise energética.

Impactos e próximos passos

A instabilidade no Estreito de Ormuz segue como um dos principais fatores de risco para a economia global. Especialistas apontam que qualquer interrupção prolongada no fluxo de petróleo pode elevar custos de energia e pressionar a inflação em diversos países.

Ainda não há definição sobre ações concretas para reabrir completamente a rota marítima, mas a movimentação internacional sinaliza preocupação crescente com os efeitos da crise.

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