As informações técnicas sobre a obra foram transmitidas pelo engenheiro do Deinfra, Wenceslau Diotalevy.
Florianópolis
Mais que uma ponte, a Hercílio Luz é um símbolo de Santa Catarina e patrimônio histórico protegido por lei. A última parte da obra de reabilitação, que consiste na recuperação total do vão central, está atraindo os olhos de estudantes de diversas partes devido à complexidade do trabalho e a importância do projeto do ponto de vista da engenharia.
Para conhecer e estudar as técnicas aplicadas, um grupo de estudantes de engenharia civil da Unesc, em Criciúma, fez uma visita técnica às obras da Ponte Hercílio Luz nesta quinta-feira (16).
“Mais do que uma experiência acadêmica, foi um ato de cidadania onde os jovens puderam acompanhar as ações do governo para os governados. O dever de fiscalização é de todos nós”, disse o presidente do DCE da Unesc, Marcos Machado. Ele e os colegas se mostraram impressionados com a dimensão do trabalho.
A visita começou por volta do meio-dia no canteiro de obras. Lá estava para receber a delegação o secretário da Infraestrutura do estado, Luiz Cardoso Vampiro. “Trata-se de um trabalho de extrema complexidade e alto investimento. O governador Raimundo Colombo e o vice-governador Eduardo Moreira foram persistentes e tomaram decisões firmes. A nossa expectativa é entregar a obra em 2018”, disse Vampiro.
As informações técnicas sobre a obra foram transmitidas pelo engenheiro do Deinfra, Wenceslau Diotalevy. A ponte começou a ser construída em 1922, foi inaugurada em 13 de maio de 1926 e tem 819,471 metros de extensão. Todo material empregado na construção foi importado dos Estados Unidos. É a mais longa ponte pênsil com sistema de barras de olhal no mundo. O total investido em valores atuais chega a R$ 190 milhões.
Publicada às 10h33min desta sexta-feira (17/03/17)
