Letícia Matos
Florianópolis
Um diagnóstico dos problemas e possíveis soluções relacionadas a obras estratégicas para o estado será apresentado hoje, às 8h30min, em Florianópolis, pelos representantes da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) no lançamento da Agenda Estratégica da Indústria para a Infraestrutura de Transporte e a Logística Catarinense.
No evento, serão mostrados os diversos estudos, inclusive a continuidade da duplicação da BR-101 trecho sul, a restauração dos trechos já duplicados, Porto de Imbituba e Ferrovia Litorânea – que constituem um diagnóstico também de investimentos, parceria público privadas, gestão e monitoramento de obras, custos logísticos, cabotagem, ferrovias, intermodalidade, multimodalidade e planejamento.
O presidente da Fiesc, Glauco José Côrte, esteve recentemente em Brasília no lançamento da segunda fase do Programa de Investimentos em Logística (PIL) do governo federal, que tem como meta viabilizar investimentos de quase R$ 200 bilhões por meio de concessões. Côrte destacou que, entre os projetos anunciados estão obras importantes para Santa Catarina, incluindo as que cuja concessão já era defendida pela entidade, como o Aeroporto Hercílio Luz, o trecho Sul da BR-101, a BR-282 e a BR-470. “Ferrovias fundamentais para o estado não foram incluídas porque não têm projetos prontos. Esperamos que tão logo seja superada esta etapa, elas também sejam concedidas”, avaliou.
Mesmo considerando que a infraestrutura de transporte deva ser provida pelo estado, as obras não são realizadas no ritmo necessário para atender o crescimento da demanda, conforme levantamentos da Fiesc. Em Santa Catarina, por exemplo, os recursos previstos no Programa de Aceleração do Crescimento e Orçamento da União são executados, em média, em 47%. Nos últimos cinco anos, cerca de 80% desses recursos foram direcionados ao trecho sul da BR-101.
O dirigente lembra ainda que análises técnicas da Fiesc mostram que as condições das rodovias com obras previstas na segunda fase do Programa de Conservação, Restauração e Manutenção de Rodovias (Crema), do governo federal, estão em condições extremamente precárias.

