Letícia Matos
Tubarão
É fato! A prefeitura de Tubarão não tem condições de bancar os custos de aproximadamente R$ 400 mil ao mês para manter um prontoatendimento 24 horas. Há oito meses, a decisão era reduzir o horário de atendimento de 24 para 15 horas – das 7 às 22 horas.
Ontem, mais um passo foi dado, mas para trás. A intenção, agora, é utilizar o local como policlínica, ou seja, no máximo 12 horas de prestação de serviço.
A Unidade de Prontoatendimento (UPA) foi tema de reunião realizada entre o prefeito Olavio Falchetti, o vice-prefeito Akilson Machado, o secretário de urbanismo, Vânio Freitas, e o engenheiro representante da Orban Construtora, Fábio Goulart Barrios. Foram solicitados estudos para adequações da estrutura, que visa a utilização da mesma como uma nova policlínica. O engenheiro se comprometeu em avaliar a solicitação e encaminhá-la junto aos diretores da empresa. Uma nova vistoria foi acertada para ser realizada nos próximos dias.
O secretário executivo da Agência de Desenvolvimento Regional (ADR), Caio Cesar Tokarski, diz que para dar continuidade à obra é necessário rescindir o atual contrato para um novo convênio. Por outro lado, a procuradora geral do município, Patrícia Uliano Effting, afirma que a análise jurídica é que não há fundamento para a rescisão.
Enquanto os gestores não tomam uma decisão, a estrutura atual continua a deteriorar-se, com lixo e mato no terreno.
Histórico da obra
Os trabalhos iniciaram em 14 de março de 2012 e o prazo de conclusão era maio de 2013. O valor total do contrato é de R$ 3,648 milhões, foram investidos até agora R$ 1,638 milhão. A licitação foi ganha em 2012, quando iniciou a obra. Em 3 de dezembro de 2013, a construtora recebeu um ofício da prefeitura com a solicitação de paralisação dos trabalhos, por falta de verbas. Foram executados 50% dos trabalhos.

