Após ter as contas rejeitadas pela Câmara de Vereadores de Braço do Norte, o ex-prefeito Evanísio Uliano (PP), disse que vai recorrer da decisão de ficar 8 anos inelegível. O motivo foi o elevado déficit financeiro e orçamentário do município, descumprindo a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).
Vânio, como é conhecido, foi prefeito de Braço de Norte entre 2009 e 2012 e teve as contas rejeitadas pelo Tribunal de Contas do Estado, que após a decisão, enviou ao legislativo municipal para votação.
Conforme a presidente da Câmara, Soraya Michels, os vereadores nada mais fizeram que acatar à recomendação do TCE.
Em sua defesa, Vânio diz que o resultado da votação na Câmara foi perseguição política, já que garante ter feito uma gestão transparente e honesta. O ex-prefeito disse que vai recorrer na justiça e provar que não cometeu improbidade administrativa.
“Não houve fraude, não cometi nenhum crime. Falo com certeza que foi um erro proposital de quem trabalhava na contabilidade da prefeitura da época”, disse Vânio.
O ex-prefeito se refere ao funcionário efetivo da prefeitura Sandro Cesar Martins, que atualmente está aposentado. No Facebook, Sandro explica toda a situação e diz que avisou ao ex-gestor que era preciso botar ‘o pé no freio’ em relação às contas do município.
No texto ele conta que em fevereiro de 2013 solicitou reunião do Controle Interno juntamente com o Departamento Jurídico e convidou o secretário de administração da época, Edenilson Niehues, para colher informações sobre como a prefeitura ficou em má situação financeira.
Sandro conta que questionou o ex-secretário se Vânio tinha conhecimento da situação, e ele respondeu diante de todos na reunião que sim. “Tinha, era realizada reunião com frequência”, confirmou o ex-secretário.
“Portanto, está na hora de parar com essa dissimulação e dizer que realmente fez ouvidos moucos à assessoria contábil e ignorou por completo mecanismos de controle interno quando sinalizavam na direção de frear despesas. De dizer os reais motivos da rejeição e assumir responsabilidades ao invés de ficar procurando um Cristo para crucificar”, disse Sandro
Votaram pela rejeição os vereadores Israel de Souza Machado (MDB); Carmelina Rossi, a “Dona Nina” (MDB); Jacinto Perin (PSD); Maria da Silva Kulkamp (PP); Roberto Kindermann (PSD); e Roberto Rohling, o “Beto da Patrola” (MDB).
Votaram contra o parecer do Tribunal de Contas os vereadores Celso Onei, o “Torrado” (PTB); Filippi Fernandes, o “Mui” (PP); Mário Jorge Danielski (PSD); Rafael Marcelino Borgert (PSD) e Soraya Michels (PSDB).

