Jailson Vieira
Tubarão
Uma das obras mais aguardadas pela população de Tubarão e Jaguaruna, a Ponte de Congonhas, que faz divisa entre os dois municípios, não será concluída neste ano. Tudo leva a crer que a finalização só deverá ocorrer em 2017, e talvez. Conforme o ex-secretário executivo de desenvolvimento regional na Cidade Azul, Caio Tokarski (PSD), que deixou o cargo ontem, o término da ponte foi um dos grandes anseios não conquistados à frente da Agência de Desenvolvimento Regional, onde ficou por 15 meses.
Ele voltará a ocupar a vaga de vereador em Tubarão, e deverá encabeçar a chapa da majoritária – como vice – com o ex-deputado Joares Ponticelli (PP). Caio afirma que enquanto secretário procurou atender todas as solicitações e que não há dúvidas que fez o seu melhor. “Infelizmente, não conseguimos concluir esta obra. Atualmente, o estado não possui muitos recursos. O governador Raimundo Colombo tem buscado verbas, mas é bem possível que a Ponte de Congonhas seja postergada”, lamenta.
Em seu cargo, o também vereador da Cidade Azul, Nilton de Campos (PSD) ocupa a função a partir de hoje. O ex-comandante da ADR revela que a escolha do experiente legislador para ocorreu devido ao seu perfil. O convite foi feito pelo deputado estadual Nei Ascari (PSD) e avalizado pelo governador, que acatou. Caio assegura que as suas maiores conquistas foram a operação comercial do Aeroporto Regional Sul Humberto Bortoluzzi, em Jaguaruna, e a autorização de voos por instrumentos. Ele destaca, ainda, outras obras importantes que foram finalizadas em sua gestão: Arena Multiuso, o procedimento de reordenamento de escolas, e, em andamento, o Centro de Inovação e a rodovia Ivane Fretta Moreira.
Prefeituráveis deixam comando nas ADRs
E não foi só o ex-secretário executivo Caio Tokarski (PSD), em Tubarão, que deixou o cargo ontem. Outros dois ex-dirigentes também se desligaram da função. Mauro Candemil (PMDB), de Laguna, e Roberto Kuerten Marcelino (PSD), de Braço do Norte. Eles deixaram o comando das ADRs dos respectivos municípios para concorrer a um cargo na majoritária. O prazo de desincompatibilização, que é a obrigatoriedade de afastamento das atividades habituais, encerrou ontem.
Mauro esclarece que deixou os trabalhos na Agência de Desenvolvimento Regional para se dedicar a sua pré-candidatura a prefeito da Cidade Juliana, antes, porém, ele deverá passar pelo crivo do partido, uma vez que o atual gestor, Everaldo dos Santos (PMDB) também se diz pré-candidato. “Agora, a decisão ficará com os 45 membros do diretório do partido. Aquele que tiver a melhor proposta e estiver preparado será o escolhido”, aponta Candemil. O ex-secretário de saúde de Laguna, Luiz Felipe Remor, ocupa o cargo deixado por Mauro.
Depois de três anos à frente da ADR, Roberto deixa a pasta para se dedicar à vida política. “Saí com o sentimento de dever cumprido. Resolvemos muitas pendências antigas e recentemente conseguimos a resolução das obras do Cedup. A minha pré-candidatura foi uma escolha do partido e tive um sentimento natural em aceitar”, destaca Roberto, que volta a ocupar uma cadeira no legislativo braçonortense a partir de hoje. Rafael Vanz Borges assumiu a pasta no lugar do ex-secretário.

