Tubarão
Independentemente do desfecho do ‘redemoinho’ que atormenta o mundo político, uma coisa parece certa: quando tudo estiver suficientemente claro e passado a limpo, vai ser difícil encontrar quem não tenha saído em situação mais fraca com a crise atual. Nesta sexta-feira, o prefeito de Tubarão, Olavio Falchetti, anunciou os últimos ajustes de adequação orçamentária. A medida visa a redução de custos e, em especial, dos gastos com a folha de pagamento. A decisão consiste na exoneração de 25 cargos comissionados e 100 servidores admitidos em caráter temporário (ACTs).
A intenção é economizar R$ 350 mil ao mês. Com a reprovação do pacote inicialmente proposto ao poder legislativo, foi elaborado um novo conjunto de ajustes. O pacote consiste na exoneração de 25 servidores que exerciam cargos comissionados. Apesar do total dos cargos ultrapassar os R$ 100 mil mensais, a economia efetivamente registrada será da metade deste valor, uma vez que alguns destes postos eram ocupados por servidores de carreira.
Também são desligados 100 servidores admitidos em caráter temporário (ACTs), com uma economia de cerca de R$ 150 mil mensais. Esses números somam-se ao corte de 30% do salário do prefeito e do vice-prefeito; de 20% de todos os secretários; e de 10% dos demais cargos comissionados – aproximadamente R$ 100 mil mensais a menos.
Por fim e para completar o valor almejado inicialmente, serão desligadas algumas funções gratificadas que alcançarão cerca de R$ 50 mil ao mês.
Serviços atingidos
Os ajustes atingem alguns serviços do município. Por isso, a Central do Cidadão passará a atender das 12 às 18 horas a partir desta quarta-feira. As atividades culturais e esportivas e no contraturno da educação também sofrerão reduções.
Representante do sindicato está atento
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Municipal (Sintras-PMT), David César Naspolini Nascimento, lamenta a decisão do prefeito. “Sempre respinga nos que mais precisam. Lamentamos e estamos atentos”, salienta. Para ele, o erro já vem da criação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2014, com validade para este ano. “O correto é elaborar uma lei diferente. Porque os cortes devem começar pelas horas extras – geralmente quem faz é porque precisa. Depois passa para a exoneração de cargos comissionados – que querendo, ou não, são os de confiança. A demissão dos ACTs que são os que menos ganham. Então já vem tudo errado”, ressalta.

