Rafael Andrade
Tubarão
Não é de hoje que existem as críticas e sugestões em relação ao pesado trânsito tubaronense. Já são 65 mil veículos trafegando com placas de Tubarão e mais 20 mil da Amurel que utilizam, diariamente, o sistema viário do município.
Recentemente, a prefeitura concluiu o pavimento asfáltico da avenida Pedro Zapellini – importante via do município. A avenida inicia no bairro Oficinas e corta as localidades de Santo Antônio de Pádua, Centro, Recife e Vila Moema. São mais de três quilômetros. A obra foi muito aplaudida pelos moradores e comerciantes da região e também pelos motoristas que a utilizam para ir ao trabalho ou escola.
No entanto, dezenas de acidentes são registrados mensalmente, principalmente em horários de pico nos cruzamentos com as ruas Rui Barbosa (também asfaltada), Ferreira Lima (da escola Aderbal Ramos da Silva), Prudente de Moraes (Morro do Canudo, única com semáforo) e Osvaldo Cruz.
A região em volta da avenida possui muitas unidades educacionais. O Cedup, a Escola Jovem, o Aderbal Ramos da Silva, o Lar das Meninas, a Escola Adventista. Por isso, o engenheiro civil da secretaria de segurança e trânsito da prefeitura, Rodrigo Vieira Joaquim, informa que, para minimizar os problemas, duas faixas de pedestre serão pintadas nos próximos dias. “Vamos estudar uma maior participação dos guardas municipais nesta região”, garante Rodrigo.
Muitos pedidos e pouca estrutura
Diretores de praticamente todas as unidades escolares do perímetro urbano de Tubarão solicitam a presença de um agente de trânsito nas entradas e saídas dos estudantes. Alguns locais já são atendidos pelos profissionais, seja da Guarda Municipal de Tubarão (GMT) ou da Polícia Militar.
A GMT possui um programa de trânsito que garante a presença de profissionais na frente de escolas. “É o já conhecido Programa Travessia. O problema é que não podemos nos estender em todos os locais ao mesmo tempo. São muitos pedidos e atendemos dentro do possível”, explica o inspetor da GMT, Davi Laurentino.
A administradora de ensino da Escola Aderbal Ramos da Silva, Rosinete Costa Fernandes Cardoso, informa que o perigo na travessia das crianças é evidente, principalmente no cruzamento com a avenida Pedro Zapellini. “Não há faixa de pedestres e precisamos de uma atenção especial de um agente de trânsito, o que não vem ocorrendo”, reclama Rosinete.